Senador desde 2010, Randolfe Rodrigues (PT) perde reeleição no Amapá

 Segunda-feira, 05 de outubro de 2026 

Atual líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT) perdeu a eleição para o Senado pelo Amapá, onde ocupava cadeira desde 2010. Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) foram eleitos para representar o estado pelos próximos oito anos

Apesar de ser aliado de longa data de Lula e um defensor de pautas da esquerda no legislativo, sua candidatura teve apoio de partidos alinhados ao centro e centro-direita que fazem parte da coligação 'Juntos por todo Amapá', como o Republicanos, Agir e as federações União-Progressista e PRD-Solidariedade.

Alinhado com pautas trabalhistas, Randolfe apoia o fim da escala 6x1, que aguarda votação no plenário do Senado

Ele também defende a pesquisa e exploração sustentável do petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, que abrange o litoral do Amapá.

Em 2021, o senador foi vice-presidente da CPI da Covid, que investigou a negligência da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na compra de vacinas e enfrentamento da pandemia.

Este ano, foram renovadas duas das três cadeiras de cada estado no Senado.

Davi Alcolumbre (União Brasil), atual presidente da casa, é o senador que fica e tem mais quatro anos de mandato. Ele foi eleito em 2014 pelo Democratas e reeleito em 2022 pelo União Brasil.

Nome da esquerda no Amapá

Randolfe Rodrigues tem 53 anos, nasceu em Garanhuns, no interior de Pernambuco e se mudou para o Amapá com a família aos 8 anos. Graduado em história e direito, tem um mestrado em políticas públicas pela UECE (Universidade Estadual do Ceará) e atuou como professor universitário até iniciar a vida política em 1998

Rodrigues se elegeu como deputado estadual pelo PT duas vezes, em 1998 e 2002. Em 2005, deixou o partido para se filiar ao PSOL, mas perdeu as duas eleições seguintes, em que concorreu como deputado estadual e vice-prefeito.

Randolfe foi o senador mais jovem eleito em 2010 e se reelegeu ao cargo em 2018, dessa vez com a Rede Sustentabilidade. Após um ano sem partido, ele voltou para o PT em 2024 e concorreu ao Senado este ano pela sigla, sendo derrotado. 


Nenhum comentário