Mato Grosso atinge R$ 35 bilhões em arrecadação de tributos antes do previsto
Estado alcança marca histórica oito dias antes do registrado em 2025
Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Mato Grosso alcançou, neste domingo (2), uma marca histórica na arrecadação tributária ao atingir R$ 35 bilhões em tributos recolhidos, resultado obtido oito dias antes do registrado no ano passado.
Os dados são do Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e refletem o ritmo de crescimento da atividade econômica no Estado.
Segundo análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF-MT), o avanço da arrecadação está associado ao fortalecimento da economia mato-grossense, ao aumento do consumo, à inflação de bens e serviços e ao desempenho dos principais tributos cobrados sobre renda e circulação de mercadorias.
Embora responda por apenas 1,25% do total arrecadado no país — que já soma R$ 2,4 trilhões em 2026, Mato Grosso mantém trajetória de crescimento acima da média observada em anos anteriores, consolidando-se como uma das economias mais dinâmicas do Centro-Oeste.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o aumento da arrecadação demonstra o aquecimento da atividade econômica, mas reforça a necessidade de um ambiente favorável aos investimentos.
"A evolução da arrecadação tributária mostra que uma economia mais aquecida amplia naturalmente as receitas públicas.
Ao mesmo tempo, é fundamental que o país avance em políticas que preservem a competitividade das empresas e garantam maior poder de compra para as famílias", afirma.
Cuiabá lidera arrecadação
Entre os municípios mato-grossenses, Cuiabá permanece na liderança, com arrecadação superior a R$ 728,7 milhões.
Na sequência aparecem Rondonópolis (R$ 196,6 milhões), Sinop (R$ 147,2 milhões), Várzea Grande (R$ 103,9 milhões), Sorriso (R$ 80,2 milhões) e Lucas do Rio Verde (R$ 78,1 milhões).
Segundo a Fecomércio, o desempenho desses municípios reflete a concentração das atividades comerciais, industriais, de serviços e do agronegócio, responsáveis por boa parte da geração de riqueza do Estado.
"Cuiabá concentra grande parte do comércio e dos serviços, enquanto o interior reúne importantes polos industriais e agropecuários. Esse conjunto explica a distribuição da arrecadação entre os municípios", observa Sebastião Gonçalves.
ICMS concentra maior parte das receitas estaduais

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