Pacientes enfrentam filas e sucessivas remarcações para receber medicamento

 Quarta-feira, 01 de julho de 2026 

Pacientes que dependem da Farmácia de Alto Custo de Cuiabá, gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), enfrentaram mais um dia de transtornos nesta terça-feira (30). Há relatos de pacientes que foram ao local quatro dias seguidos e se depararam com "sistema fora do ar", o que impossibilita a retirada da medicação.  

A reportagem recebeu denúncias de pacientes que relatam que o problema ocorre há mais de três meses e tem causado atrasos frequentes no atendimento. Com transtornos, ele conseguia receber os remédios, mas nesta terça o risco de ir para casa de mãos vazias era grande, pois é o último dia para a retirada.

Segundo os pacientes, quem tinha agendamento para retirar os medicamentos precisou retornar à unidade. No entanto, ao chegarem à unidade, encontraram novamente o sistema fora do ar.

"Esse problema no sistema acontece recorrentemente. Hoje foi mais grave por ser fim de mês e por causa do ponto facultativo. A gente tinha agendado para retirar os medicamentos nos dias 27, 28, 29 e 30, mas não conseguiu. Voltamos hoje e o sistema continua fora do ar. Agora vamos ficar sem os remédios durante o mês de julho, porque só poderemos buscá-los novamente nas próximas datas de retirada. Sem a medicação, ainda tem o risco de perder o transplante", diz um paciente que preferiu não se identificar.

A falha provocou uma fila com centenas de pessoas desde as 8 horas. Muitos pacientes aguardaram o dia todo na esperança de conseguir atendimento.

Entre os pacientes estão pessoas transplantadas, principalmente renais, que precisam tomar medicamentos diariamente para evitar a rejeição do órgão. A interrupção do tratamento pode trazer sérios riscos à saúde.

Além da instabilidade no sistema, os pacientes também relatam falta de alguns medicamentos, principalmente insulina de ação rápida. Eles afirmam que, quando o sistema fica fora do ar, a entrega dos remédios é suspensa, fazendo com que pessoas que vieram de outras cidades passem horas esperando ou voltem para casa sem a medicação.

"A falta de medicamentos é frequente lá. O que mais costuma faltar é a insulina de ação rápida. Quando o sistema fica fora do ar, as medicações não são entregues, e há pacientes que vêm de cidades distantes e passam quase o dia todo aguardando o sistema voltar a funcionar", conta.

Outro lado 

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e questionou sobre a queixa do paciente, bem como as medidas a serem tomadas para a retirada da medicação. 

Em resposta, a SES informou que a demanda foi encaminhada ao setor responsável, mas não encaminhou os esclarecimentos até a publicação da mtéria.



Com: Gazeta Digital

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