Mulher com AVC hemorrágico aguarda vaga de UTI enquanto família cobra transferência
Vera Lúcia, de 48 anos, está internada na UPA Morada do Ouro à espera de um leito especializado.
Segunda-feira, 27 de julho de 2026
Uma mulher de 48 anos, identificada como Vera Lúcia, enfrenta uma corrida contra o tempo enquanto aguarda uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá.
A paciente sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e permanece internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, aguardando transferência para uma unidade hospitalar com suporte especializado em neurologia.
Segundo familiares, a solicitação de transferência já foi encaminhada à Central de Regulação do município, mas, até o momento, não houve liberação de um leito.
A demora aumenta a preocupação dos parentes, já que o quadro exige acompanhamento médico intensivo e atendimento especializado.
O AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, provocando sangramento e podendo causar graves complicações.
Em situações como essa, o acompanhamento em uma unidade de terapia intensiva é considerado fundamental para monitoramento e controle do quadro clínico.
De acordo com os familiares, a maior preocupação começa quando os médicos informam que o paciente precisa de uma UTI, mas não há disponibilidade imediata de vagas na rede pública.
A família relata que, mesmo em casos em que pacientes conseguem decisões judiciais determinando a transferência, a falta de leitos disponíveis pode prolongar a espera, aumentando a tensão em situações consideradas de emergência.
Para os parentes de Vera Lúcia, cada hora de espera representa um momento de apreensão diante da necessidade de tratamento especializado.
O caso também expõe uma dificuldade recorrente enfrentada por pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS): a busca por atendimento de alta complexidade e disponibilidade de leitos hospitalares.
Enquanto discussões políticas sobre investimentos e gestão da saúde avançam nos debates públicos, familiares de pacientes afirmam conviver com uma realidade marcada pela espera e pela incerteza em momentos decisivos.
A expectativa da família é que a transferência de Vera Lúcia seja autorizada o mais breve possível, garantindo acesso ao tratamento adequado e aumentando as chances de recuperação.

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