Piloto é acusado de voar por 17 anos com licença falsificada e realizar cerca de 900 voos comerciais

Caso foi descoberto durante auditoria de rotina; autoridade de aviação abriu investigação e piloto pode responder criminalmente

 Quinta-feira, 11 de junho de 2026 

Um piloto da Air Canada é acusado de ter atuado por aproximadamente 17 anos utilizando uma licença de voo falsificada, período em que teria realizado cerca de 900 voos comerciais sem possuir a certificação exigida pelas autoridades de aviação civil do Canadá para comandar aeronaves de passageiros.

A irregularidade foi identificada durante uma auditoria de rotina conduzida pelo Transporte Canadá, órgão federal responsável pela regulamentação e fiscalização da segurança da aviação civil no país. A descoberta levantou preocupações sobre possíveis falhas nos processos de verificação e controle de credenciais de profissionais da aviação.

Após a constatação da fraude, a Air Canada informou que o piloto foi imediatamente afastado de suas funções e destacou que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação. A companhia aérea não divulgou a identidade do profissional nem informou quais rotas ou voos foram afetados ao longo dos anos.

As licenças de pilotos no Canadá são emitidas pelas autoridades de aviação civil e exigem renovações periódicas, além da realização de exames médicos e avaliações de proficiência técnica para garantir que os profissionais estejam aptos a operar aeronaves com segurança.

Diante da gravidade do caso, o Transporte Canadá instaurou uma investigação formal para apurar como o documento falsificado permaneceu sem ser detectado por tanto tempo. O órgão também avalia encaminhar o caso ao Ministério Público para análise de eventual responsabilização criminal.

De acordo com a legislação canadense, a falsificação de documentos aeronáuticos é considerada crime e pode resultar em pena de até cinco anos de prisão. As autoridades também investigam se houve participação de terceiros na fraude ou falhas nos mecanismos de fiscalização que permitiram a atuação do piloto por quase duas décadas.


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