Crítica de Lula a Trump foi vingança por ser ignorado e não conseguir foto com americano para campanha eleitoral

Comentarista analisa bastidores de cúpula na França e aponta frustração de Lula com a falta de foto com Trump para campanha eleitoral  

 Quinta-feira, 18 de junho de 2026 

O comentarista Cláudio Humberto avaliou os bastidores da participação brasileira na cúpula do G7, ocorrida na França, em participação no Tarde BandNews, da BandNews TV, nesta quarta-feira (17). O analista vinculou o tom das declarações recentes do governo federal a episódios de isolamento diplomático vivenciados durante o evento internacional.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, continua agindo como “imperador”, que ele “fala mais do que ouve” e que a decisão sobre tarifas contra produtos brasileiros foi “uma coisa desaforada”.

De acordo com Cláudio Humberto, as movimentações do governo brasileiro tinham como objetivo central estabelecer uma agenda direta com a comitiva de Washington. "Lula fez isso para se se vingar do fato de que ele foi completamente ignorado pelo presidente dos EUA. Não é verdade que o Lula não quisesse encontrar, coisa nenhuma. Isso é mentira", afirmou o comentarista.

Na visão do analista, o planejamento logístico da viagem foi alterado justamente para tentar viabilizar uma aproximação com o líder da Casa Branca. "Na verdade, Lula antecipou a sua chegada a Évian-les-Bains, na França, exatamente para construir, tentar de alguma maneira cavar um encontro, um dedo de prosa ali com o presidente dos EUA. O que não aconteceu até ontem à noite", relatou.

Distanciamento na foto oficial

O comentarista detalhou que o distanciamento entre as comitivas ficou evidente para o público e para a imprensa que acompanhavam a agenda dos chefes de Estado. Cláudio Humberto apontou que os líderes dividiram o mesmo espaço geográfico sem que houvesse qualquer diálogo ou aproximação voluntária.

"Durante o dia, o que se viu é que nem sequer se aproximaram. Trump chegou a passar a menos de um metro de distância de Lula no momento em que se organizava ali aquela foto de todos os presidentes, chefes de Estado e de governo presentes no G7. E o presidente americano ignorou o presidente Lula. Foi um constrangimento, foi, no fundo, uma coisa humilhante mesmo", criticou o jornalista.

Cumprimento rápido e ausência de foto

A interlocução entre os dois presidentes acabou restrita a um momento informal após os compromissos oficiais. O analista destacou que o contato foi breve e não gerou os registros institucionais que a equipe do Palácio do Planalto buscava para a divulgação política no Brasil.

"Bom, o que se divulgou depois é que ontem à noite, depois de um concerto no hotel onde o evento se realiza, houve ali um cumprimento. O próprio presidente dos EUA admitiu que isso aconteceu e que durou ali um minuto, um minuto e pouco, etc. Ou seja, foi um rápido cumprimento", explicou Cláudio Humberto.

O jornalista ainda ressalta que o desfecho da viagem frustrou as expectativas da comitiva presidencial. "Para a frustração do Lula não teve nem sequer uma foto para ele usar na campanha eleitoral. É, de fato, um horror que se somou aos desacertos aí das declarações, né? O presidente Lula parece estar em guerra contra os EUA quando, na verdade, o Brasil trava outras guerras. O presidente do Brasil deveria se dar conta disso", concluiu o comentarista.


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