O governo deixou você pelado e agora oferece uma blusinha pra você vestir até as eleições
Quarta-feira, 13 de maio de 2026
O governo que criou a taxa das blusinhas, em 2024, agora revoga. Defendiam a taxa veementemente, com destaque bizarro para Janja dizendo que você não ia pagar.
O que mudou em menos de dois anos? As pesquisas.
A AtlasIntel registrou em março que 62% dos brasileiros consideravam a taxa o maior erro do governo Lula. Em ano de eleição, faz-se o diabo, como diria Dilma Rousseff. A lei era boa ou não? Se fosse, não devia ter caído. Se não, nunca deveria ter sido criada
A blusinha ficou cara, e o brasileiro, como sempre, mais longe do que gosta ou precisa. Continua pagando carga tributária acima de 30% sobre o salário. Continua com o FGTS rendendo pouco além da inflação. Continua vendo o salário perder poder de compra no supermercado. Continua pagando juro de cartão entre os mais altos do mundo, porque o Tesouro precisa rolar uma dívida pública de trilhões de reais.
Quem deixou o brasileiro pelado? Décadas de gastança desenfreada.
O Estado brasileiro consome mais de 40% do PIB. O serviço da dívida pública custa mais de R$ 800 bilhões por ano em juros, quase o dobro do que se gasta com saúde e educação somados. Esse dinheiro tem que sair de algum lugar.
Quando não sai do imposto direto, sai da inflação. Quando não sai da inflação, sai do juro alto. Quando não sai do juro, sai do FGTS que rende menos que a poupança. Quando nem isso basta, criam um imposto novo com algum nome marqueteiro.
Os R$ 5 bilhões anuais que as blusinhas rendiam vão ter que vir de outro lugar. Talvez aumento do IOF. Talvez o fim de algum programa social. Talvez inflação mais alta. Talvez algum imposto que ainda nem nasceu.
O ex-presidente dos EUA Ronald Reagan disse que o governo não era a solução dos problemas, ele era o problema. O brasileiro ainda não recebeu o aviso porque está preso em algum centro de distribuição dos Correios
Este governo não vai resolver o problema do Estado mastodôntico e seus penduricalhos, muito menos a direita-centrão. Quem se habilita?

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