Executiva de banco é acusada de abusar do próprio funcionário
Funcionário afirma ter sido coagido por meses; defesa nega irregularidades e banco diz não ter identificado conduta imprópria
Quarta-feira, 06 de maio de 2026
Um caso envolvendo acusações de assédio e abuso sexual no ambiente corporativo passou a chamar atenção nos Estados Unidos e pode chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos.
A denúncia envolve uma executiva de alto escalão do JPMorgan Chase e um funcionário subordinado.
De acordo com a ação judicial, Lorna Hajdini, de 37 anos, que ocupa cargo na área de financiamento alavancado da instituição, é acusada de usar sua posição hierárquica para pressionar um colega mais jovem, Chirayu Rana, de 35 anos.
O funcionário afirma que foi submetido a comportamentos de cunho sexual contra sua vontade ao longo de meses.
Segundo o relato apresentado no processo, a executiva teria condicionado oportunidades profissionais à relação íntima com o subordinado, além de fazer ameaças relacionadas à carreira dele.
O documento também menciona episódios iniciais de contato físico inadequado no ambiente de trabalho, que teriam evoluído para situações mais graves.
A denúncia ainda sustenta que houve intimidação contínua e até o uso de substâncias para facilitar os abusos. As alegações incluem também comentários de teor ofensivo e constrangedor.
Em resposta, a defesa de Lorna Hajdini nega as acusações. O JPMorgan Chase informou que realizou apuração interna e não encontrou indícios de irregularidades na conduta relatada, mantendo a executiva em seu cargo.

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