Dívida gigantesca coloca em risco atendimentos no Hospital de Câncer de Mato Grosso


 Quinta-feira, 12 de março de 2026 

O funcionamento dos serviços prestados pelo Hospital de Câncer de Mato Grosso pode ser afetado por atrasos nos repasses financeiros destinados à unidade. O alerta foi feito durante pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira dia 11, quando foi destacado que a situação pode comprometer a continuidade do atendimento a pacientes oncológicos.

De acordo com as informações apresentadas, o hospital ainda não havia recebido, até o dia 10 de março de 2026, os valores referentes ao contrato firmado para este ano. O repasse mensal previsto é de R$ 7,8 milhões, recurso considerado fundamental para manter o atendimento e garantir a compra de medicamentos, materiais e demais insumos utilizados no tratamento de pacientes com câncer.

A preocupação aumenta porque, segundo o parlamentar que trouxe o assunto à discussão, a unidade já vinha enfrentando dificuldades financeiras desde o ano passado. Em 2025, cerca de R$ 13 milhões em recursos previstos deixaram de ser repassados dentro do prazo, o que afetou o equilíbrio financeiro da instituição.

A irregularidade nos pagamentos pode provocar impactos diretos no funcionamento do hospital, que depende dos repasses públicos para custear procedimentos médicos, tratamentos e a manutenção da estrutura necessária para atender pacientes de diversas regiões do estado.

Durante a discussão, foi sugerido que sejam adotadas medidas para regularizar a situação financeira da unidade, incluindo a liberação de parte dos valores pendentes de 2025 e o pagamento das parcelas referentes aos primeiros meses de 2026. A medida seria uma forma de evitar interrupções nos atendimentos e garantir que os serviços continuem sendo prestados.

O Hospital de Câncer de Mato Grosso é uma das principais referências em tratamento oncológico no estado, atendendo pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Caso os repasses não sejam regularizados, existe o risco de escassez de insumos e dificuldades para manter o atendimento aos pacientes.



DigoresteNews/RadioTucunare


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