Carlos Fávaro está entre ministros de Lula que serão alvo de pedido de impeachment

Grupo alega falta de transparência e descumprimento de prazos legais na resposta a requerimentos enviados à Câmara.


  Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026  

Informações divulgadas, revelaram que um grupo de parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados irá protocolar um pedido de impeachment contra 16 ministros do governo federal.

Entre os nomes citados está o senador mato-grossense licenciado Carlos Fávaro (PSD), atual ministro da Agricultura e Pecuária.

A denúncia será apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os opositores, os ministros teriam deixado de responder, dentro do prazo legal previsto na Constituição, a 54 requerimentos formais enviados às respectivas pastas, o que poderia configurar crime de responsabilidade por suposta omissão e falta de transparência.

À imprensa, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que os pedidos são um dever funcional do Parlamento.

“Nós temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment, desses ministros que não cumprem a lei, que estão fazendo uso do dinheiro público, que não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça”, declarou.

Além de Fávaro, constam na lista os ministros Alexandre Padilha (Saúde), André Ribeiro (Esportes), Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Fernando Haddad (Fazenda), Frederico Filho (Comunicações), Jader Barbalho (Cidades), José Múcio (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Wolney Queiroz (Previdência Social).

Caso a Suprema Corte considere procedente a denúncia, o processo poderá avançar e caracterizar crime de responsabilidade — infração político-administrativa atribuída a altas autoridades no exercício do cargo, que pode resultar na perda da função pública e na inelegibilidade por até oito anos.

O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre o anúncio do pedido


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