Rachado, MDB não terá candidato ao Governo em Mato Grosso.


 Segunda-feira, 11 de julho de 2022 

A possibilidade de candidatura própria ao Governo  nas eleições de 2022 foi enterrada no MDB de Mato Grosso.  

O ex-prefeito de Rondonópolis (211 KM de Cuiabá), Percival Muniz (MDB), sentiu que não tinha espaço na legenda e jogou a toalha, desistindo de construir um projeto político majoritário.  

Apesar de ter o apoio de parte da base partidária, ele afirmou que enfrentou grande resistência da cúpula da agremiação, uma vez que a grande maioria dos correligionários defende a continuidade da aliança com o governador Mauro Mendes (União Brasil), que deve disputar a reeleição neste ano. 

Entre os principais defensores da proposta está a deputada estadual Janaina Riva e os demais parlamentares emedebistas na Assembleia Legislativa.

O presidente regional do partido, deputado federal Carlos Bezerra, também é favorável à permanência na base do governador.

“Meu problema é o partido. Estou no MDB, que está na base do Governo, e está tarde para construir um outro projeto”, disse o ex-prefeito. 

Percival disse que chegou a se reunir, por diversas vezes, com as lideranças do MDB para debater o assunto, mas não conseguiu emplacar a possibilidade de candidatura própria.

“Muito difícil sair da base”, disse. 

O nome de Percival era cotado por um grupo de lideranças do partido, como o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e o advogado Francisco Faiad, presidente da agremiação na Capital.  

Eles defendem que a sigla retome o protagonismo no Estado, por meio de uma candidatura própria, neste ano.

Para eles, continuar na base governistas é ser coadjuvante, tendo em vista o tamanho da legenda em Mato Grosso. 

Caso o projeto prosperasse, a candidatura se daria pelo grupo de esquerda, tendo em vista a aliança já firmada pelo deputado federal Neri Geller (PP), pré-candidato ao Senado, com a federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). 

Como essa possibilidade já está descartada, a tendência é de que a esquerda lance o nome da professora Maria Lúcia (PCdoB) para a corrida rumo ao comando do Palácio Paiaguás. 

Percival afirmou que deverá pedir autorização de seu partido para poder apoiar a comunista, tendo em vista que ela deverá representar a candidatura do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso. 

Por outro lado, o MDB se vê encurralado quando o assunto é a disputa pelo Senado.

A agremiação já garantiu apoio a candidatura de Geller ao Senado, mas ele será candidatura pelo grupo de esquerda.

Para o partido, isso será uma dificuldade, uma vez que pretende continuar na base de Mendes.

A fim de garantir o apoio a Geller e a permanência no grupo do governador, o MDB tem buscado alternativas para resolver esse impasse. 

“Estamos discutindo isso. Estamos, majoritariamente, com o Neri”, disse o secretário-geral do MDB, Rafael Bastos. 

Na última sexta-feira (8), Neri Geller bateu o martelo e fechou aliança com a federação Brasil da Esperança.

Até o último momento, o deputado tentou permanecer na base de Mauro Mendes, mas se viu em uma encruzilhada devido a aproximação do chefe do Poder Executivo com o senador Wellington Fagundes (PL), em razão da aliança com o presidente Jair Bolsonaro (PL). 

O rompimento com Mauro Mendes ainda fez com que Geller ganhasse o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro, um dos maiores adversário de Mauro Mendes no Estado.

O emedebista será o coordenador da campanha do progressista na Baixada Cuiabana.


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