Insatisfação leva Júlio Campos a deixar o DEM depois de 37 anos.

Ex governador e senador aguarda janela partidária para deixar o Democratas em busca de nova legenda para disputar a AL


 Terça-feira, 01 de fevereiro de 2022 

Declaradamente contrário à fusão do DEM com o PSL, o ex-governador Júlio Campos, anunciou no final da tarde de segunda-feira (31), durante entrega da reforma do estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, em Cuiabá, que deixará a legenda na próxima janela partidária que vai de 3 de março a 2 de abril. As informações são do Portal "O documento"

A fusão dos dois partidos resultará no União Brasil, e de acordo com o político, a decisão foi tomada de forma monocrática pelo presidente nacional do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, que não abriu diálogo com os filiados mais antigos. “Acho que a maneira que foi feita essa fusão, pelo diretório nacional, sem consultar as bases, não foi muito do meu estilo. Democracia tem que ser consulta. Ele [ACM Neto] nunca mandou um comunicado para nós fundadores do Democratas para saber se concordava, foi um gesto pessoal, da sua cúpula”, afirmou.

A fusão, conforme Campos, dificultará a disputa interna para deputado estadual, cargo que ele pretende disputar em outubro. “No DEM estava como pré-candidato, mas com o União Brasil, eu não sei nem se vou ficar filiado. Eu estudo me filiar a outro partido e preparar meu nome para uma disputa à Assembleia Legislativa. Tudo está ainda em conversação. Vamos aguardar para decidir qualquer coisa”, disse.

Ele preferiu não adiantar em qual legenda irá se filiar, mas garante que já recebeu sondagens e analisará com calma para tomar qualquer decisão. “Sou um político que transito bem com todos os segmentos. Não tenho nenhuma má-querência, nenhum adversário, nenhuma raiva, Vou escolher o partido que melhor se adapte à minha ideologia política”, concluiu.

Varzea-grandense, o ex-governador pelo PDS, hoje PP, completou 75 anos na última semana (dia 24 de janeiro). Julio é filiado ao DEM desde sua fundação, em 1985, onde foi eleito Senador da República  em 1990, além de ter conquistado dois mandatos de deputado federal pela legenda (1986 e 2010).

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