Mulher de 21 anos é presa após atrair homem de 66 anos para emboscada
Segundo a Polícia Civil, investigada teria planejado roubo após descobrir que a vítima havia sacado R$ 20 mil.
Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Uma mulher identificada como Débora Coelho Barbosa, de 21 anos, foi presa nesta terça-feira, investigada por participação no latrocínio de Raimundo Nonato Pereira, de 66 anos, ocorrido em 15 de abril deste ano, na avenida Pirarucu, bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.
Segundo o delegado Hugo Albernaz, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime foi motivado pelo interesse em roubar dinheiro da vítima. As investigações apontam que Débora teria participado do planejamento e atraído Raimundo Nonato ao local do roubo, após combinar um encontro por aplicativo de mensagens.
“Ela relata que mantinha um relacionamento com ele há cerca de 5 anos e que em determinado momento ele chegou a comentar com ela que teria sacado uma quantia de R$ 20.000 para realizar a compra de um veículo.
Ela nega, mas temos elementos objetivos para rebater os argumentos que ela apresentou.
Chegamos à conclusão de que ela passou essa informação para outros indivíduos e a partir desse momento eles planejaram uma emboscada”, detalhou Albernaz.
Ainda segundo as investigações, Débora combina um encontro com a vítima na avenida Pirarucu, bairro Jorge Teixeira, o respectivo local da emboscada.
“Eles conversam por mensagem. Assim que ele (a vítima) chega e estaciona sua picape, ela indica um local exato para ele estacionar e a partir deste momento ela com a intenção de distraí-lo, abre a porta traseira do veículo e os dois indivíduos abordaram a vítima pela porta dianteira do veículo.
A vítima não esperava ser surpreendida por dois indivíduos e nesse momento o atirador efetuou diversos disparos de arma de fogo”, explicou.
Os outros dois investigados, identificados como Rodrigo Mendonça Macedo, de 23 anos, e Richard dos Santos Simão, de 28 anos, foram presos em abril deste ano.
“Ela nega conhecimento, nega participação, nega todos os fatos, no entanto a investigação aponta o oposto, aponta que ela teve consciência, ela sabia da participação, ela tinha conhecimento de que ali o objetivo era para subtrair valores que supostamente acreditavam que estavam em posse da da vítima”, terminou Albernaz.

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