“Avallone deveria cuidar dos criminosos que ele defende”, diz governador Pivetta.

 Quarta-feira, 04 de novembro de 2026 

A proposta do governador Otaviano Pivetta pretende classificar as facções criminosas que atuam no estado como organizações terroristas

O debate sobre a segurança pública em Mato Grosso ganhou novos contornos após o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) manifestar críticas ao projeto encaminhado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). 

A proposta pretende classificar as facções criminosas que atuam no estado como organizações terroristas, medida que, segundo o governo, busca ampliar os instrumentos de combate ao crime organizado.

A controvérsia surgiu quando o parlamentar estadual Avallone questionou a efetividade prática da mudança de nomenclatura prevista no projeto. Para o parlamentar, é necessário discutir quais resultados concretos a população poderá perceber a partir da nova classificação. 

Durante suas declarações, ele indagou qual seria o impacto real da medida, defendendo que o enfrentamento ao crime exige ações operacionais mais abrangentes e investimentos permanentes na estrutura da segurança pública.

O posicionamento do deputado foi apresentado no contexto da tramitação do Projeto de Lei enviado pelo Executivo Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Embora reconheça a gravidade do avanço das organizações criminosas, 

Avallone afirmou que ainda não teve acesso integral ao conteúdo da proposta e destacou que pretende realizar uma análise detalhada antes de definir seu posicionamento definitivo sobre a matéria.

Entre os principais pontos levantados pelo parlamentar está a preocupação com possíveis reflexos internacionais decorrentes da classificação das facções como organizações terroristas. 

Carlos Avallone argumentou que decisões dessa natureza exigem cautela jurídica e institucional, especialmente diante de declarações atribuídas a autoridades estrangeiras sobre a atuação contra grupos enquadrados nessa categoria.

Na avaliação do deputado, a classificação pretendida pelo governo poderia abrir espaço para debates sensíveis relacionados à soberania nacional e à participação de agentes externos em questões de segurança interna. 

Por essa razão, ele defendeu uma discussão aprofundada sobre os efeitos legais e políticos que a iniciativa poderá produzir nos âmbitos estadual, nacional e internacional.

A reação do Governo do Estado foi imediata

Em resposta às críticas, o governador Otaviano Pivetta rebateu as declarações do parlamentar e reafirmou o compromisso da administração estadual com o endurecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado. 

O chefe do Executivo sustentou que o Estado deve utilizar todos os instrumentos disponíveis para conter a expansão das facções criminosas.

Durante sua manifestação pública, Pivetta afirmou que o governo continuará adotando medidas rigorosas contra grupos envolvidos em atividades ilícitas e responsabilizou as organizações criminosas por ataques à população e pelos impactos sociais provocados pela violência. 

O governador também dirigiu críticas a Avallone, afirmando que o parlamentar deveria se preocupar com os criminosos que, segundo sua interpretação, estariam sendo defendidos por ele.

Apesar das divergências políticas, o governo sustenta que a proposta tem como principal objetivo fortalecer a capacidade de atuação das forças de segurança. 

Segundo Pivetta, o enquadramento das facções como organizações terroristas permitirá a criação de protocolos específicos de enfrentamento, ampliando a coordenação operacional dos órgãos responsáveis pela repressão ao crime.

O projeto encaminhado à Assembleia Legislativa Mato-grossense identifica inicialmente duas organizações criminosas para fins de enquadramento, mas estabelece mecanismos que possibilitam a inclusão de outros grupos futuramente, desde que preencham os requisitos previstos na legislação. 

A medida integra uma estratégia mais ampla de combate às organizações que atuam dentro e fora do território mato-grossense.

Por fim, a proposta prevê a articulação das Forças de Segurança de Mato Grosso com instituições estaduais, nacionais e internacionais voltadas ao enfrentamento do crime organizado. 

O governo justifica essa integração pelo caráter interestadual e transnacional das atividades desenvolvidas por facções criminosas, enquanto o Parlamento deverá aprofundar o debate sobre os impactos, os limites e a efetividade da iniciativa antes de sua eventual aprovação.



Fonte: Blog do Valdemir – blogdovaldemir.com.br


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