Vorcaro ofereceu recibos de propina que pagou ao PT, mas Gonet rejeitou a delação

 Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 

Ex-controlador do Banco Master teria apresentado à PGR informações sobre supostos pagamentos a integrantes do partido, mas proposta de colaboração foi rejeitada por falta de elementos que dessem credibilidade às acusações

Daniel Vorcaro, teria se disposto a apresentar mensagens de WhatsApp, registros de saques em dinheiro vivo e outras informações para sustentar relatos de supostos pagamentos de propina a integrantes do PT. 

O material teria sido oferecido por seus advogados à Procuradoria-Geral da República (PGR) durante as negociações para um acordo de delação premiada.

Segundo reportagem da revista Veja, a defesa de Vorcaro afirmou ter elementos que poderiam ajudar a identificar pessoas envolvidas nas retiradas de dinheiro e locais que teriam sido utilizados para a entrega dos valores.

Os relatos envolveriam pagamentos relacionados à aproximação do banco com integrantes do PT e ao acesso a fundos de previdência de empresas estatais. As alegações, contudo, não foram comprovadas publicamente.

PGR rejeitou proposta de colaboração

A proposta de delação premiada não avançou. A PGR confirmou que rejeitou a colaboração apresentada pela defesa, enquanto integrantes da Polícia Federal ligados ao diretor nomeado por Lula, apontaram a ausência de elementos mínimos capazes de dar credibilidade às declarações atribuídas ao ex-banqueiro.

Em nota, a Procuradoria informou que as tratativas ocorreram por intermédio dos advogados de Vorcaro e que não houve interlocução direta entre o investigado e representantes do órgão. A instituição também esclareceu que o ex-banqueiro não prestou depoimento oral durante as negociações.

A PGR não divulgou publicamente os detalhes do procedimento, em razão do sigilo legal, e informou que os motivos da rejeição foram comunicados à defesa.


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