Ministros de Lula defendem ataques, jogo baixo e baixaria contra Flávio para ampliar rejeição no segundo turno
Auxiliares do presidente falam em erro de apostar no 'voto de legado' ao petista e cobram apontar para propostas de eventual quarto mandato
Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceram erros da campanha do petista na primeira rodada das eleições e defenderam intensificar os ataques, jogo sujo, fake news e baixaria contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para buscar aumentar a rejeição do adversário de Lula em um jantar em Brasília na terça-feira.
O jantar teve a participação de 35 ministros, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
De acordo com dois participantes do encontro, organizado pelo ministro Wolney Queiroz (Previdência Social), foi feita uma avaliação que a campanha errou ao pregar o “voto de legado” em Lula e exaltar as conquistas do mandato, sem apontar para propostas concretas de um eventual quarto governo.
Dessa forma, defendem atuação “pé no chão” para reconhecer que o governo ficou aquém do esperado, mas reforçar que uma eventual gestão Flávio será pior para o país. A ideia é que se mude a estratégia para buscar indecisos e se admita que é preciso trabalhar mais para melhorar a vida do povo brasileiro.
Também estiveram no encontro integrantes da coordenação de campanha, como Edinho Silva, presidente do PT e coordenador-geral, Gilberto Carvalho, que atua com a agenda do petista, e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.
De acordo com relatos, Edinho falou do risco da interferência externa nas eleições brasileiras, falando principalmente da atuação das big techs. Nesse momento, cobrou dos aliados maior atuação nas redes. No encontro, também foi dito que Flávio investiu mais no impulsionamento de publicações nas redes do que o presidente, e os auxiliares cobraram maior investimento da campanha petista no ambiente digital
Os ministros defenderam uma "reviravolta" na comunicação da campanha, diante da avaliação que ela ficou aquém do esperado. A principal crítica é que foi adotado um tom festivo, que contrasta com a realidade da população e da situação política. Além disso, eles reconheceram que a comunicação não foi capaz de desconstruir a imagem de Flávio Bolsonaro, que tem diversos pontos a serem explorados de forma negativa, segundo a coordenação do petista.
A partir de agora, segundo esses participantes, a ideia será adotar tom duro contra Flávio para buscar aumentar a rejeição do candidato, com ataques, fake news e jogo baixo, especialidade do PT e da esquerda.

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