Maior amiga de lulinha diz que recebeu mais de 50 ameaças de morte e culpa Lula

Lobista culpa o presidente por ameaças que ela diz estar sofrendo e afirma que petista foi covarde.

 Sábado, 17 de outubro de 2026 

A lobista Roberta Luchsinger classificou neste sábado (17) como “canalha”, “covarde” e de “mau-caráter” a atitude do presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de chamá-la de “pilantra“ em agosto em uma fala à TV Globo. 

A declaração da empresária foi durante entrevista aos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco, da CNN Brasil na tarde deste sábado 17.

“É uma atitude canalha, uma atitude covarde, uma atitude de mau caráter, que é o que ele é quando ele faz isso”, disse Luchsinger. De acordo com a lobista, ao usar a máquina pública para dar essa declaração, Lula abriu caminho para uma série de ameaças contra ela e suas duas filhas.

Luchsinger afirmou receber cerca de 50 ameaças de morte por dia e que as páginas de suas filhas nas redes sociais foram invadidas por mensagens com ameaças de estupro e esfaqueamento. Para ela, caso qualquer coisa que aconteça com ela ou com suas filhas terá, segundo ela, “a digital do presidente da República” e afirmou: “Vai ter o X de sangue que ele fez na minha testa, porque ele me chamou de pilantra”.

Segundo a lobista, a decisão de conceder a entrevista foi para tornar pública sua defesa. “Como o presidente usou da máquina pública, usou de um horário nobre de espectadores para me agredir, para me chamar de pilantra e para me colocar como um boi de piranha ali”, declarou. 

Roberta Luchsinger é investigada junto de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em 3 inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. 

A suspeita é que eles tenham trabalhado junto a autoridades de órgãos federais para favorecer empresas. 

Empresária afirma receber mais de 50 ameaças por dia

Roberta também responsabilizou as declarações de Lula pela exposição pública que afirma enfrentar.

Segundo ela, passou a receber mais de 50 ameaças de morte por dia. Suas duas filhas também teriam sofrido ameaças e constrangimentos.

A empresária acusou o presidente de usar sua exposição pública para atacá-la antes da conclusão das investigações.

“Eu não sou pilantra. Eu sou uma mulher sozinha, com duas filhas, que está enfrentando um processo”, afirmou.

Roberta disse que chegou ao limite e que decidiu se defender publicamente.

As acusações de tráfico de influência continuam sob investigação. Já as declarações sobre reuniões com ministros e as ameaças relatadas pela empresária ainda precisam ser comprovadas.

Em nota, o presidente Lula afirmou desconhecer os fatos relatados por Roberta Luchsinger. Ele negou ter mantido contato com a empresária, recebido pedidos dela ou ter conhecimento das supostas negociações mencionadas.

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