Diretor da PF de Lula tira cidadania uruguaia e pode dar no pé após eleições

 Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 

Durante o programa ALive desta quinta-feira (22), o apresentador Claudio Dantas revelou, em primeira mão, que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, obteve recentemente a cidadania uruguaia. O reconhecimento formal permite ao cidadão participar plenamente da vida cívica e política do Uruguai.

Segundo Dantas, Rodrigues obteve o documento uruguaio “há poucos meses”. O jornalista afirmou ainda, com base em informações de bastidores da PF, que o diretor-geral da corporação estaria “com as malas prontas para ir morar no Uruguai, caso o Flávio [Bolsonaro] vença a eleição”.

“Pode ser que seja só uma aposentadoria precoce, um desejo de viver lá em Montevidéu ou nas praias uruguaias”, disse o apresentador.

Andrei Rodrigues passou recentemente a ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por um possível vazamento de informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que apura o roubo contra os aposentados e pensionistas do INSS.

A investigação tem como foco uma declaração feita pelo diretor-geral da PF em abril de 2025, quando afirmou que a corporação não investigava o Sindnapi nem Frei Chico, irmão mais velho de Lula (PT), na Farra do INSS. Posteriormente, vieram a público informações sobre a investigação envolvendo o sindicato e Frei Chico.

A declaração levantou suspeitas de que informações sigilosas poderiam ter sido divulgadas para favorecer o Sindnapi e Frei Chico. A atuação de Andrei também passou a ser questionada diante da possibilidade de ele ter ultrapassado suas atribuições ao comentar o andamento da investigação.

Além disso, o presidente do STF, Edson Fachin, ficou responsável por analisar a decisão de André Mendonça que determinou o afastamento de Andrei da direção-geral da PF. Mendonça afastou o diretor, no começo de setembro, sob a justificativa de que ele teria produzido dossiês ilegais e apócrifos, usados para embasar acusações de Alexandre de Moraes contra o ministro.

Cerca de 24 horas depois, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo. Após as decisões divergentes, Fachin suspendeu ambas e assumiu a análise do caso.


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