PF afirma que Alexandre Moraes era “informante de luxo” de Daniel Vorcaro
Relatório cita possíveis vazamentos de informações sigilosas e relaciona suspeitas a contrato de R$ 131 milhões com escritório da esposa do ministro
Domingo, 06 de setembro de 2026
Um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado como uma espécie de “informante de luxo” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo informações constantes nas diligências da investigação.
O documento levanta a suspeita de que informações sigilosas relacionadas a investigações e operações policiais teriam chegado antecipadamente ao empresário. Entre os dados que supostamente teriam sido vazados estão informações sobre ordens judiciais, quebras de sigilo e mandados de busca e apreensão.
Conforme o relatório, os avisos prévios teriam permitido a Vorcaro adotar medidas para movimentar ativos financeiros e ocultar documentos antes do cumprimento das determinações judiciais.
A investigação também estabelece uma possível conexão entre os supostos vazamentos e um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A menção ao contrato aparece no contexto das apurações sobre a relação entre Vorcaro e integrantes do Judiciário. O relatório, contudo, apresenta suspeitas que ainda dependem de apuração e não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a existência de crimes.
O caso ocorre em meio ao aumento da tensão dentro do Supremo e às disputas envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master, que já provocaram confrontos entre integrantes da Corte.
As suspeitas apontadas pela PF deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, enquanto os envolvidos ainda têm direito à defesa e à contestação das conclusões apresentadas no relatório.

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