Datafolha: 75% defendem medida contra Moraes após mensagens de Vorcaro

Afastamento, impeachment e renúncia aparecem entre as medidas defendidas pelos entrevistados

 Terça-feira, 15 de setembro de 2026 

Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (12), mostra que 75% dos entrevistados defendem algum tipo de medida em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e Daniel Vorcaro. 

Para 34%, Moraes deveria se afastar temporariamente para ser investigado; 28% defendem um processo de impeachment e 13%, a renúncia.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 12, mostra que 75% dos entrevistados defendem algum tipo de medida em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e Daniel Vorcaro. 

Para 34%, Moraes deveria se afastar temporariamente para ser investigado; 28% defendem um processo de impeachment e 13%, a renúncia.

Mensagens de Vorcaro

O levantamento foi realizado após a divulgação de relatório da Polícia Federal que reúne mensagens enviadas por Vorcaro a um número atribuído pelos investigadores a Moraes. 

O documento também registra referências a encontros entre os dois e pedidos de orientação e proteção feitos pelo banqueiro.

Outros 7% dizem que nada deveria acontecer com Moraes porque não há nada de errado nas mensagens. 

Para 5%, o ministro não deveria sofrer consequências porque o vazamento das conversas foi ilegal. Outros 13% não souberam responder.

Impacto eleitoral

Apesar da repercussão do caso, 85% afirmam que a revelação das conversas não mudou nem deve mudar seu voto para presidente. 

Outros 7% dizem que ficaram em dúvida, enquanto 4% afirmam ter mudado de ideia.

O grau de conhecimento sobre o caso também é limitado. Apenas 26% dizem estar bem informados, enquanto 33% se consideram mais ou menos informados. 

Outros 7% estão mal informados e 32% não tomaram conhecimento do episódio.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi encomendada por Folha de S.Paulo e Globo e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.


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