Aluno da educação especial precisa de tratamento urgente para lesão na perna

 Terça-feira, 01 de setembro de 2026 

Um estudante da rede estadual de ensino de Várzea Grande, matriculado na educação especial, enfrenta um grave problema de saúde em uma das pernas e necessita de atendimento médico urgente. Segundo denúncia encaminhada a redação, os órgãos de proteção já foram acionados, mas ainda não houve ajuda efetiva. O quadro se agravou nos últimos meses, enquanto a mãe do aluno, idosa e também em situação de vulnerabilidade, encontra dificuldades para conseguir sozinha o tratamento necessário ao filho.

O caso foi formalizado em documento enviado ao Conselho Tutelar de Várzea Grande, além de encaminhamentos feitos à Secretaria de Educação (Seduc-MT), à Secretaria de Saúde (Ses-MT) e ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Conforme o relato, a situação seria conhecida desde maio e causa preocupação diante dos riscos à saúde e à integridade física do estudante.

O documento descreve uma lesão grave em uma das pernas, com sinais de infecção. Conforme informações atribuídas a pessoas que trabalham na unidade escolar, a ferida apresenta mau odor e larvas, condição que reforça a necessidade de avaliação médica imediata diante do risco de agravamento.

A situação se torna ainda mais delicada pelas condições familiares. De acordo com o relato, a mãe do estudante é idosa, também enfrenta dificuldades relacionadas à própria saúde e busca atendimento adequado para o filho há meses. Até a elaboração do documento, porém, não havia sido apontada uma solução capaz de assegurar o tratamento necessário.

Pedido por providências 

O pedido solicita providências urgentes para garantir ao estudante acesso à avaliação e ao tratamento médico necessários. Também requer a apuração das medidas que teriam sido adotadas pela escola e pela Seduc desde que a situação chegou ao conhecimento da unidade.

Datado de 18 de agosto de 2026, o documento sustenta que o quadro exige intervenção imediata diante do risco de agravamento e reforça a necessidade de assegurar ao aluno os direitos fundamentais à saúde, à dignidade e à integridade física.

A solicitação pede, por fim, que os órgãos responsáveis atuem para garantir o atendimento adequado e evitar que a condição de saúde do estudante se agrave ainda mais, e prejudique não somente o aluno, como os demais colegas estudando na mesma sala de aula, pois tem prejudicado a dinâmica das aulas.

O outro lado 

Procurada, a Seduc encaminhou a seguinte a seguinte nota: 

Quanto ao estudante da Escola Estadual CHP Professora Célia Rodrigues Duque, a Secretaria informa que o quadro de saúde crônico do estudante é do conhecimento e acompanhamento da unidade escolar desde 12 de abril de 2018, com registros e formalizações constantes em 2022, 2023, 2025 e 2026. 

A escola acionou repetidamente a rede pública de Saúde e de Proteção de Várzea Grande, incluindo: Secretaria Municipal de Saúde / UBS Ouro Verde para solicitação de curativos, fisioterapia e inclusão na Atenção Domiciliar; Encaminhamentos Médicos: articulação para avaliação com infectologista e Oxigenoterapia Hiperbárica; Rede de Proteção: Acionamento formal da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, além de ações internas, com reforço na sanitização das salas de aula e doação emergencial de insumos de curativos à família. 

O estudante segue matriculado e frequentando a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com rotina adaptada e ambiente higienizado para assegurar sua dignidade e convivência comunitária. Existem relatórios formais da equipe multiprofissional da escola e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), com registros destacados em 07 e 24/04, 11 e 13/05/2026. 

A escola acompanha continuamente a genitora do estudante e, identificando a vulnerabilidade do núcleo familiar, intercedeu junto ao município para requerer o atendimento de saúde em domicílio. 

O aluno possui Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), Atendimento Educacional Especializado (AEE) e suporte de equipe técnica (fisioterapeuta e assistente social) para mediação pedagógica. Ressalta-se que os procedimentos clínicos e de enfermagem fogem ao escopo educacional e são de competência da Saúde. 

A Seduc-MT acompanha a conduta da escola por um processo. Atualmente, após articulação da escola, ficou pactuado o transporte e atendimento do estudante duas vezes por semana na Unidade Básica de Saúde para higienização profissional. A Secretaria aguarda os encaminhamentos do Ministério Público."


Com: Gazeta Digital

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