Taques cobra Janaina e cita corrupção no VLT: “quem sustentava suas compras e seu carro?” (Vídeo)

Ex-governador afirmou que candidatos precisam responder pelo próprio passado diante dos eleitores antes de pedir votos

 Segunda-feira, 10 de agosto de 2026 

O ex-governador Pedro Taques (PSB), candidato ao Senado, subiu o tom contra a deputada estadual Janaina Riva (MDB), adversária na disputa, e afirmou que ela terá de explicar aos eleitores sua trajetória antes de entrar para a política. 

Em entrevista à Rádio Cultura, Taques também trouxe de volta ao debate o escândalo envolvendo as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá e Várzea Grande.

“Vossa Excelência, Janaina Riva, vai ter que sentar aqui, como eu estou sentado, e vai ter que responder: você fazia o quê até os 26 anos de idade? Quem sustentava as suas compras, o seu carro?”, afirmou.

Janaina foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2014, aos 25 anos. Naquele período, o pai dela, o ex-deputado José Riva, encerrava uma longa trajetória na Assembleia Legislativa.

Na entrevista, Taques relacionou os questionamentos ao histórico político da família Riva e às investigações sobre a implantação do VLT.

“Vai ter que responder por que Mato Grosso não tem o VLT cortando Cuiabá e Várzea Grande. Por que a família Riva roubou o dinheiro do VLT lá na Operação Descarrilho”, declarou.

A Operação Descarrilho foi deflagrada em 2017 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para investigar suspeitas de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à implantação do VLT.

Na época, as investigações apontaram que Janete Riva, mãe de Janaina, tinha participação na Multimetal Engenharia de Estruturas, empresa subcontratada pelo Consórcio VLT por R$ 11,5 milhões. José Riva também apareceu nas apurações. Porém, não há indicação de que Janaina tenha sido investigada na Operação Descarrilho.

Taques afirmou ainda que todos os candidatos devem ser confrontados com o próprio histórico antes de pedir votos.

“Você tem que perguntar para mim. Eu tenho que responder. Não é possível que a sociedade mato-grossense não saiba o passado, o presente e o futuro dos seus candidatos. Eu não tenho medo do meu passado”, concluiu.

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