Marçal consegue vitória numa das batalhas para tentar colocar seu nome nas urnas
Uma das condenações à inelegibilidade do coach foi revertida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reverteu uma das três condenações do coach e agora candidato a presidente da República Pablo Marçal, deixando-o mais perto de poder disputar o voto dos brasileiros nas urnas. Por enquanto, ele está proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, de praticar quaisquer atos de campanha, como pedir votos, fazer propaganda e usar dinheiro do fundo eleitoral.
A decisão do TRE-SP é de terça-feira, 25. Por um placar de 5 a 1, em que os desembargadores venceram o relator, Marçal foi inocentado em uma das ações de investigação judicial eleitoral em que terminou condenado.
Nessa, ele terminou punido com a inelegibilidade por três questões: divulgar nas suas redes sociais conteúdo questionando a higidez das urnas e do sistema eleitoral; compartilhar publicações ofensivas contra seus adversários; e manter um site para instigar seus apoiadores a imprimirem material de campanha por conta própria, burlando as regras orçamentárias da disputa.
Os desembargadores entenderam que as falas de Marçal não ofenderam a Justiça Eleitoral e estão dentro dos limites da liberdade de expressão. A maioria dos julgadores também concluiu que não há provas de que Marçal tenha conseguido imprimir materiais de campanha por fora através do site. Por isso, acabaram absolvendo o coach dessa acusação. Ainda pode haver recurso.
Marçal tem outras duas condenações à inelegibilidade que o deixam fora das urnas até 2032, além de lhe impor multas que batem os seis dígitos. As duas já foram julgadas pelo TRE-SP e ainda podem subir até Brasília.
Na última sexta, o coach e o Ministério Público apresentaram recursos para tentar levar um dos casos ao TSE, de um lado, buscando a inocência e, do outro, uma condenação mais dura, mas foram barrados pelo presidente da Corte paulista, que não recebeu os recursos.
Depois da tumultuada disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024, Marçal deu várias declarações falando que, apesar das inelegibilidades, ia voltar a concorrer em 2026. Ele conseguiu uma liminar na primeira instância da Justiça Eleitoral para voltar a ser filiado ao PRTB de Leonardo Avalanche e registrou a candidatura a presidente da República de última hora.
Ele já é impugnado por outras siglas e, por enquanto, está impedido de fazer campanha até o TSE, em Brasília, decidir se a sua candidatura é válida ou não.

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