Divulgado lista de candidatos que declaram ter milhões em dinheiro vivo. "Veja se há algum do seu estado"
Debaixo do colchões - Ao todo, políticos têm quase R$ 79 milhões em espécie
Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Oito candidatos aos cargos políticos de diferentes estados declararam ter grandes quantias em dinheiro vivo. Os valores estão descritos em meio à declaração de bens incluída no registro de candidatura de cada um deles, que pode ser encontrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao todo, os políticos têm quase R$ 79 milhões em espécie — o equivalente a um edifício de 25 andares, caso o montante fosse empilhado em notas de R$ 100.
Metade dos candidatos são da região Nordeste. Os outros são de Goiás, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso do Sul.
A maioria deles se declaram empresários, mas também há pecuaristas e um advogado. Guardar dinheiro em espécie, vale lembrar, mesmo que em grandes quantias, não é ilegal, desde que seja devidamente declarado junto à Receita Federal.
O candidato que acumula a maior quantia em dinheiro vivo declarada é Luiz Teodoro dos Santos, conhecido como O Galego (Avante), que está na disputa pelo cargo de deputado federal em Alagoas. Segundo o site do TSE, ele tem R$ 30 milhões em espécie.
Galego, que tenta seu primeiro cargo político, não havia declarado bem nenhum nas eleições de 2014 e de 2016, quando tentou se eleger deputado estadual e vereador, respectivamente, sem sucesso.
Também de Alagoas, Israel Augusto Santos da Silva, o Luli (Avante), declarou ter R$ 10 milhões em espécie. Ele tem 27 anos, é empresário, e também tenta o pleito pela terceira vez.
No Maranhão, o pecuarista Franciscano Soares (PSD), 2º suplente na chapa do candidato ao senado Lahesio Bonfim (Novo), declarou ter em espécie a quantia de R$ 4,95 milhões, além de diversas fazendas e uma apartamento em Copacabana no valor de R$ 2 milhões.
Outro pecuarista que também declarou ter dinheiro vivo é Londres Machado (PP), candidato a deputado estadual no Mato Grosso do Sul. Dos quase R$ 19 milhões declarados, R$ 4 milhões são dinheiro em espécie.
O único caso na região Sudeste é de Clebio Lopes Jacaré (União), que tentará se eleger deputado federal no Rio de Janeiro. Ele tem R$ 11.950.000,00 em dinheiro vivo declarados num patrimônio de pouco mais de R$ 57 milhões. Jacaré é conhecido da justiça fluminense.
Em 2022, ele foi preso acusado de chefiar um esquema de corrupção na Prefeitura de Itatiaia, no Sul do Rio. À época da prisão, promotores apreenderam cerca de R$ 30 mil e 3 mil dólares em espécie na casa dele.
Naquele ano, com apoio do ex-prefeito Marcelo Crivella, Jacaré tentou concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo União Brasil. Ao TSE, declarou um patrimônio de quase R$ 16 milhões, com R$ 5 milhões, guardado em espécie.
Os outros políticos que declararam quantias em dinheiro vivo entre seus bens são:
Felipe Duarte (Avante), candidato a deputado estadual na Bahia, com R$ 8 milhões;
Chapadinha (Podemos), candidato a deputado federal no Pará, com R$ 4,43 milhões;
Malaquias (Mobiliza), candidato a deputado estadual em Goiás, com R$ 5,49 milhões.
Há também casos de prováveis erros.
O candidato Cabo Gregório Silva (Democrata), que concorre à vaga de deputado estadual em Minas Gerais, por exemplo, teve uma declaração de bens que soma quase R$ 300 milhões, com R$ 95 milhões em dinheiro vivo. Segundo a Rádio Itatiaia, Gregório já pediu a correção dos valores ao TSE.
O mesmo pode ter acontecido com Simplício Araújo (DC), que tenta a vaga de senador no Maranhão, em vez dos R$ 400 milhões declarados, ele afirma que tem R$ 400 mil, e também aponta um provável erro de digitação. No sistema do TSE, Araújo aparece com R$ 50 milhões em espécie declarados.

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