Vereadora travesti do PT promove desfile LGBT na Câmara e ataca a direita


 Quinta-feira, 09 de julho de 2026 

A Câmara Municipal de Porto Alegre-RS sediou, na noite da última segunda-feira (6), um evento dedicado às pautas LGBT que provocou forte repercussão nas redes sociais. 

A iniciativa foi promovida pela vereadora Natasha Ferreira (PT), que é travesti, e reuniu a entrega da Medalha Rio Grande do Orgulho a cerca de 150 ativistas, além de um desfile ballroom, manifestação cultural tradicionalmente ligada ao movimento LGBT.

A programação foi organizada em referência ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI+ e teve como objetivo reconhecer pessoas que atuam em organizações sociais, coletivos, universidades, movimentos culturais, entidades religiosas inclusivas e projetos voltados à promoção dos direitos da população LGBT no Rio Grande do Sul.

Um dos momentos que mais chamou atenção foi a apresentação de ballroom, expressão artística que reúne dança, desfiles e performances e possui forte vínculo histórico com a cultura LGBT. Imagens do evento passaram a circular nas redes sociais, onde usuários criticaram duramente a realização da atividade dentro da sede do Legislativo municipal.

Entre as manifestações, alguns internautas criticaram o uso da Câmara para esse tipo de programação. Em uma publicação feita por Natasha na rede social X, um usuário escreveu que "levar pautas desnecessárias" ao ambiente  político contribuiria para o enfraquecimento do país. 

Durante a cerimônia, a vereadora também fez um discurso em que criticou parlamentares da direita, afirmando que setores conservadores reduzem o debate sobre direitos da população LGBT à discussão sobre o uso de banheiros públicos.

Segundo Natasha, temas como acesso ao emprego, moradia, saúde e ampliação de ambulatórios especializados deveriam ocupar posição central nas políticas públicas voltadas à comunidade LGBT.

"Eu brigo dia após dia contra a extrema direita porque não aceito que me resumam a banheiro. A gente não luta para usar banheiro. A gente luta para viver. Quando se trata de vida, os nossos corpos são inegociáveis", afirmou a parlamentar.

O evento repercutiu entre apoiadores e críticos da iniciativa, ampliando o debate sobre a utilização de espaços públicos para manifestações de caráter cultural e político, bem como sobre as políticas voltadas à população LGBT.




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