Vale-refeição cobre apenas nove dias úteis e brasileiro já banca 101% a mais do próprio bolso
Quinta-feira, 30 de julho de 2026
O vale-refeição do brasileiro está durando cada vez menos. Um levantamento inédito da Pluxee mostra que, no primeiro semestre deste ano, o benefício foi suficiente, em média, para apenas nove dias úteis, uma queda de 4,4% em relação ao ano passado, quando cobria dez dias.
A perda de poder de compra vem se acentuando nos últimos anos: em 2023, o vale durava 11 dias; em 2022, 13; e, em 2019, antes da pandemia, chegava a cobrir 18 dias úteis.
Segundo o estudo, o principal motivo é o descompasso entre o aumento do custo das refeições e o reajuste concedido pelas empresas. Enquanto o valor médio de uma refeição subiu 4,3%, para R$ 44,69, o valor médio do benefício cresceu apenas 1,5%, alcançando R$ 583,75.
Na prática, os trabalhadores já precisam desembolsar, em média, R$ 589 do próprio bolso, o equivalente a 101% do valor recebido no vale-refeição, para conseguir cobrir os gastos mensais com alimentação.
As diferenças regionais também chamam atenção. Em Roraima, o benefício dura, em média, apenas seis dias úteis. Na sequência aparecem Maranhão, com sete dias, e Acre e Rondônia, com oito. No outro extremo, Minas Gerais lidera o ranking, com duração média de 13 dias, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo, onde o vale cobre cerca de 12 dias úteis.
O levantamento ainda destaca o caso do Maranhão como uma "tempestade perfeita": além de o benefício durar 11,3% menos do que no ano anterior, o valor facial pago aos trabalhadores também foi reduzido.

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