Sucessão ao governo de MT pelo União passa por 50 votos - Veja quem são os votantes
Convenção do União decidirá entre a candidatura de Jayme Campos ao Governo ou a manutenção da aliança com Otaviano Pivetta
Terça-feira, 21 de julho de 2026
Faltam poucos dias para a convenção estadual do União Brasil, marcada para 30 de julho, mas o principal personagem da disputa já não é apenas o senador Jayme Campos nem o ex-governador Mauro Mendes.
O futuro político da maior legenda de Mato Grosso estará nas mãos de um colégio eleitoral formado por 50 convencionais
Ele serão responsáveis por decidir se o partido lançará candidatura própria ao Governo do Estado ou permanecerá na aliança que sustenta a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A votação, restrita aos integrantes do Diretório Estadual e aos delegados municipais da legenda, ganhou importância porque seu resultado deverá produzir um efeito dominó sobre a formação das alianças para as eleições de outubro.
MDB, Progressistas, Republicanos, Podemos e outras siglas aguardam a definição do União Brasil para concluir as negociações sobre candidaturas majoritárias e proporcionais.
O grupo de convencionais reúne algumas das figuras mais influentes da política mato-grossense.
Estão entre os votantes o senador Jayme Campos, o ex-governador Mauro Mendes, os deputados estaduais Júlio Campos, Dilmar Dal'Bosco e Sebastião Rezende, o deputado federal Fábio Garcia, a suplente de deputada federal Gisela Simona, a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, além da vereadora Michelly Alencar e outras lideranças estaduais.
Além da cúpula partidária, a decisão também dependerá dos delegados municipais, representantes de diretórios permanentes espalhados pelo Estado.
Há convencionais de municípios como Tangará da Serra, Nova Ubiratã, Colíder, Matupá, Brasnorte, Marcelândia, Guiratinga, Rosário Oeste, São José do Xingu, Alto Taquari e outros.
Embora muitos tenham menor projeção estadual, esses delegados terão exatamente o mesmo peso dos principais líderes partidários na votação do dia 30.
A disputa interna opõe dois projetos distintos para o União Brasil.
Jayme Campos defende candidatura própria ao Governo e afirma que o partido possui estrutura suficiente para liderar uma chapa majoritária.
O senador diz confiar no apoio da maioria dos convencionais e afirma não trabalhar com a hipótese de derrota.
"Eu aposto que vou ser candidato e aposto que vou ganhar a convenção. Ponto", afirmou à reportagem.
Levantamento realizado por aliados do senador aponta que ele teria atualmente apoio de 36 dos 50 votos.
O número, entretanto, é contestado pelos adversários internos.
No outro lado da disputa, Mauro Mendes trabalha para preservar a aliança construída desde 2018 e manter o apoio do União Brasil à candidatura de Otaviano Pivetta.
O ex-governador questiona a contagem apresentada pelos aliados de Jayme.
"As minhas contas não são essas. Alguém está mentindo para alguém", afirmou.
Para ele, o resultado será decidido exclusivamente pelo estatuto partidário e pela vontade dos convencionais.
DECISÃO PODE IR À BRASÍLIA
Mesmo que a convenção estadual aprove candidatura própria, o assunto poderá não estar encerrado.
O União Brasil integra a Federação União Progressista com o PP.
Caso os dois partidos adotem posições diferentes sobre a eleição para governador, caberá à direção nacional da federação definir qual orientação prevalecerá em Mato Grosso.
Jayme afirma contar com apoio da direção nacional do partido caso seja necessário recorrer da decisão estadual.
EFEITO SOBRE TODA A ELEIÇÃO
A expectativa em torno da convenção vai além da escolha do candidato ao Governo.
O MDB, presidido pela deputada Janaina Riva, aguarda a definição para decidir qual projeto apoiará. Republicanos, PP, Podemos e outras legendas também condicionam parte de suas estratégias ao resultado da votação do União Brasil.
Além da disputa pelo Palácio Paiaguás, a decisão poderá influenciar diretamente a montagem das chapas para deputado estadual e deputado federal.


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