Déficit das estatais supera R$ 18 bilhões no governo Lula, maior rombo da série histórica
Auditoria do TCU indica mudança no desempenho das empresas estatais não dependentes e alerta para impactos nas contas públicas
Quinta-feira, 23 de julho de 2026
As empresas estatais federais não dependentes acumulam um déficit superior a R$ 18 bilhões desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
O levantamento aponta uma mudança no desempenho financeiro dessas companhias, que passaram de uma sequência de resultados positivos para sucessivos déficits.
De acordo com a auditoria, o cenário tem exigido aportes financeiros da União para garantir a continuidade das operações de algumas empresas, elevando a pressão sobre as contas públicas.
O relatório destaca que os déficits acumulados representam uma inversão em relação ao período anterior, quando as estatais registravam geração de caixa e resultados superavitários.
Entre as empresas citadas como responsáveis por parte do resultado negativo estão os Correios, que enfrentam uma crise financeira e vêm acumulando prejuízos consecutivos.
Dados divulgados anteriormente pelo Banco Central mostram que, apenas entre janeiro e maio de 2026, as estatais registraram déficit de R$ 7,4 bilhões, o maior já registrado para esse período da série histórica.
O TCU também alerta que o desempenho das estatais pode reduzir a capacidade de investimento do governo, já que eventuais aportes do Tesouro Nacional acabam consumindo recursos que poderiam ser destinados a outras áreas da administração pública.
A auditoria integra um conjunto de análises do tribunal sobre a situação fiscal das empresas públicas e deverá subsidiar futuras recomendações para aprimorar a gestão e a governança das estatais federais.
Até o momento, o governo federal não alterou sua política para o setor e tem defendido medidas para reequilibrar as contas das empresas com dificuldades financeiras.

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