Brasil mata mais do que países em guerra
Brasil registra mais homicídios por 100 mil habitantes do que países em guerra, pós-conflito e até estados em crise
Domingo, 26 de julho de 2026
Ranking dos políticos aponta taxa de homicídios superior a territórios como Rússia, Israel, Haiti e Líbano e critica gestão de segurança pública.
Órgão independente que trabalha em favor da eficiência na gestão pública, o Ranking dos Políticos divulgou nesta semana números sobre o índice de homicídios no Brasil.
De acordo com o Atlas Violência 2025, o país registra uma taxa de 21,2 homicídios por 100 mil habitantes.
Baseado em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o patamar indica que o Brasil tem um cenário mais violento do que países em conflito ou sob forte instabilidade, como Rússia, Israel, Haiti e Líbano.
Segundo o Ranking, o Brasil perde por ano o equivalente a uma população inteira de uma cidade média.
Brasil: "Tragédia cotidiana naturalizada"
O motivo são crimes recorrentes como tiroteios, latrocínios, assaltos e execuções. A organização sustenta que esse quadro se tornou uma "tragédia cotidiana naturalizada".
Na análise, a elevada taxa de violência está associada à falta de punição rigorosa e a leniência no enfrentamento da criminalidade.
A entidade afirma que grande parte dos homicídios no país não é solucionada ou não resulta em condenação definitiva, o que, segundo o diagnóstico, reforça a sensação de impunidade. O levantamento também critica o funcionamento do sistema penal brasileiro.
De acordo com a instituição, mecanismos como progressão de pena, audiências de custódia e saídas temporárias contribuíram para a rápida liberação de criminosos, favorecendo a reincidência.
Política ideológica da esquerda fortalece o crime
O ranking aponta ainda como problema, uma abordagem político-ideológica (política da esquerda) que, em sua avaliação, relativiza o crime ao tratar infratores como vítimas sociais.
A entidade afirma que essa política é uma ameaça à proteção do cidadão e um meio de fortalecer organizações criminosas.
Da mesma forma, o Ranking defende a adoção de medidas mais rígidas na área de segurança pública, incluindo endurecimento das leis penais, revisão de benefícios concedidos a condenados e atuação mais firme das autoridades.

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