Após dizer ser favorável à impeachment de ministros do STF, Mauro Mendes recua
Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Pré-candidato a senador, Mauro Mendes (União), em mais de uma ocasião, prometeu que, se eleito, vai atuar contra as "leis frouxas" do país.
Numa dessas oportunidades, em abril deste ano, o ex-governador, inclusive, sinalizou que pode votar favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta terça-feira (28), numa entrevista à Rádio Jovem Pan, MM recuou ao ser questionado sobre impeachment de ministros da Suprema Corte.
Ele considerou ser "viável" e "possível" a punição, em comparação com o impeachment de outras autoridades.
Só que, quando questionado especificamente sobre os atuais ministros, MM disse desconhecer o assunto.
“Eu não conheço muito bem os processos, mas eu acho que tem muita coisa que precisa ter uma dosimetria, precisa melhorar essa relação das instituições e dos poderes", disse.
E acrescentou: "O Congresso Nacional tem papel importante nisso, tem que ter senadores ali com coragem. Porque fazer videozinho, todo mundo faz. Tem muita gente aí que só faz barulho, tem muita gente que é macho nas redes sociais. Na hora do vamos ver, é uma gazela”.
O ex-governador, na prática, deixou transparecer que se sentia constrangido ao falar de uma questão que, no fundo, envolve amigos pessoais.
É o caso ministro Gilmar Mendes: Mauro não esconde que é amigo pessoal do conterrâneo e decano do Supremo.
Diferentemente do ex-governador, o deputado federal José Medeiros (PL), ao ser homologado candidato a senador, na semana passada, em convenção, foi extremamente duro sobre o assunto.
O bolsonarista deixou claro que, se eleito, vai batalhar pela prisão de Alexandre de Moraes.
O ministro liderou o julgamento que condendou o ex-presidente Jair Bolsonaro - ídolo do deputado de MT - a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado.

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