Ao menos 15 políticos visitaram Lula quando esteve preso por prática de roubo aos cofres públicos

“O contraste é evidente” - Rogério Marinho (PL-RN) sobre tratamento diferente para Lula e Jair Bolsonaro na prisão

 Terça-feira, 14 de julho de 2026 

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção, roubo dos cofres públicos e lavagem de dinheiro.

Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.

Cereja do bolo

Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.

Séquito petista

A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner (Famoso Jaques Master), Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Segue a lista

Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).

Turistas imprevistos

Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.

A carta de Lula

O PT leu publicamente, durante a campanha presidencial de 2018, uma carta escrita por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na época, o atual presidente da República estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba pela prática de roubo dos cofres públicos.

O episódio se deu em 11 de setembro daquele ano. Em ato realizado perto da sede da PF, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do PT, leu a mensagem de que Lula desistia da candidatura à Presidência e indicava Fernando Haddad (PT) como seu substituto na disputa pelo Planalto. 

Ou seja: A carta não acrescentava nada mais do que um manifesto político e pedido de votos para o seu candidato. Entre as principais diferenças das Cartas de Jair Bolsonaro e Lula, é que, Bolsonaro está preso por crime político, enquanto Lula foi preso por prática de roubo de dinheiro público. 

Outro detalhe é que a carta de Jair Bolosonaro foi escrita para o filho enquanto ninguém ainda é candidato, antes das convenções, já, a carta escrita por Lula, foi após as convenções e, próximo ao dia das eleições.

Lula forçou Motta a obter ‘neutralidade’ do partido

A “neutralidade” do Republicanos na disputa pelo Planalto passou pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, filiado ao partido. O paraibano foi convencido por Lula (PT) a arrancar essa posição acenando com a “cenoura” de apoio a seu pai para o Senado. Quis dar um “tiro de inquietação nos inimigos” Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, filiado ao Republicanos. Lula recolheu a “cenoura” e não apoiará o pai de Motta. Mas conseguiu o que queria.

Rasteira

O papel de Hugo Motta na “rasteira” a Flávio Bolsonaro, como deputados do PL definem a jogada, foi confirmada por políticos do Republicanos.

Submissão

Acusado pela oposição de submissão a Lula, Motta é também ligado ao presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP).

O inventor

Pereira tirou Motta do baixo clero para substituí-lo quando percebeu que não teria apoio de Lula a sua eleição para suceder a Arthur Lira (PP-AL).


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