Amigo do Lula, governo Chinês taxa Brasil em 55% e força dezenas de frigoríficos a paralisar produção e dar férias coletivas

Imprensa paga com dinheiro público para blindar Lula, se cala.

 Sábado, 11 de julho de 2026 

A China firmou em taxar em 55% toda importação de carne bovina que ultrapasse as cotas estabelecidas para cada país, e o Brasil já atingiu o limite.

Segundo análise da consultoria StoneX, o país havia preenchido 98,5% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas até o fim de junho, considerando o volume embarcado.

O saldo restante deveria ser zerado em nos primeiros dias de julho, levando em conta o prazo médio entre o embarque no Brasil e a chegada da carga aos portos chineses.

A partir daí, qualquer embarque adicional passará a pagar 67% de tarifa total, a soma dos 12% originais com a sobretaxa de 55%, tornando o produto brasileiro inviável no principal mercado consumidor da proteína nacional.

País que mantém grande relacionamento e negociações com o governo Lula, a  China é o destino de 52% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Em 2025, o país enviou 1,68 milhão de toneladas ao mercado chinês, volume 35% maior do que a cota estabelecida para 2026.

A diferença entre o que o Brasil costumava exportar e o que pode exportar agora sem sobretaxa representa cerca de 580 mil toneladas anuais, volume que precisa ser redirecionado ao mercado interno ou a outros destinos internacionais.

A Abiec estima que as exportações totais de carne bovina em 2026 podem cair até 10% em relação ao ano anterior, com impacto de até 3 bilhões de dólares, equivalentes a 16,5 bilhões de reais, na receita do setor.

O efeito chegou antes do esgotamento da cota. Dezenas de frigoríficos já paralisaram a produção destinada ao mercado chinês e concederam férias coletivas aos trabalhadores, segundo relatos da indústria. Com mais carne disponível no mercado interno, há pressão baixista sobre os preços pagos ao produtor, pelo menos no curto prazo.

A inadimplência entre produtores rurais havia atingido 8,1% no segundo trimestre de 2025, o maior índice desde o início da série histórica da Serasa Experian, antes mesmo da cota chinesa começar a apertar.

Impressiona a imprensa que torra um montante vultuoso de dinheiro público para atacar adversários, através de acordo com a secretaria de comunicação do governo Lula, não se manifestou, como ocorreu com a possível taxação do governo americano, que deve ser menos da metade da taxa cobrada pela China. 

Férias coletivas

O excedente de produção que deixa de ser exportado precisará de destino e o mercado interno é o candidato mais óbvio. Isso, porém, tende a aumentar a oferta doméstica de carne no atacado (para o consumidor final, pouco muda) e a pressionar para baixo o preço da arroba do boi gordo, penalizando pecuaristas que já operam com margens apertadas. 

Frigoríficos de estados com maior concentração de plantas habilitadas para exportação à China, como Mato Grosso, enfrentam dificuldades adicionais para realocar o volume em outros mercados externos, dadas as restrições logísticas e de preço que tornam alternativas como Europa e Oriente Médio insuficientes para absorver toda a oferta. 

O cenário é agravado por outro front: a União Europeia anunciou a suspensão das importações de carne bovina brasileira a partir de setembro.

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