"Viva o Pobre" - Mato Grosso está entre os estados afetados por alta de 8,6% na conta de luz
Domingo, 14 de junho de 2026
Os consumidores de Mato Grosso deverão sentir no bolso o novo aumento previsto para as tarifas de energia elétrica em 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou sua estimativa de reajuste médio da conta de luz, elevando a projeção de 8% para 8,6%, percentual superior à inflação prevista para o período, atualmente estimada em 4,9%.
A nova projeção foi divulgada nesta sexta-feira (12) e já considera o impacto dos recursos provenientes do chamado Uso de Bem Público (UBP), mecanismo que remunera a União pela utilização de recursos hídricos na geração de energia. Segundo a agência, parte desses recursos será utilizada para reduzir a pressão tarifária em estados específicos, entre eles Mato Grosso.
Apesar desse alívio parcial, a expectativa da Aneel é de que os consumidores mato-grossenses ainda sejam impactados pelo aumento dos custos do setor elétrico ao longo do próximo ano.
Entre os principais fatores apontados para a alta está o cenário hidrológico menos favorável observado no ciclo 2025/2026. Com chuvas abaixo do esperado em diversas regiões do país (O que é um absurdo afirmar), os custos de geração de energia aumentaram, elevando a necessidade de utilização de fontes mais caras para garantir o abastecimento do sistema.
Outro ponto que pesa na composição da tarifa é o crescimento dos subsídios bancados pelos próprios consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A previsão é de que o fundo alcance R$ 47,8 bilhões em 2026, valor 17,7% maior do que o orçamento previsto para este ano.
A estrutura da conta de energia também ajuda a explicar os reajustes. Aproximadamente 60% da tarifa corresponde aos custos de geração, transmissão e distribuição da eletricidade. Os subsídios representam cerca de 10% do valor total, enquanto os tributos estaduais e federais respondem por aproximadamente 30% da fatura.
Além disso, o consumidor pode enfrentar cobranças adicionais por meio das bandeiras tarifárias, mecanismo acionado quando o sistema elétrico precisa recorrer a fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas. Esse cenário costuma ocorrer justamente em períodos de menor volume de água nos reservatórios.
Para Mato Grosso, estado com forte presença do agronegócio e grande consumo de energia tanto no setor produtivo quanto nas residências, a perspectiva de aumento das tarifas acende um alerta para os impactos no orçamento das famílias e nos custos das atividades econômicas.
A Aneel destaca que a combinação entre condições climáticas adversas, aumento dos subsídios e elevação dos custos operacionais do sistema elétrico está entre os principais fatores que sustentam a previsão de reajuste para 2026.

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