RUMO prestes a ser vendida coloca futuro da maior ferrovia de MT sob os holofotes
Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Menos de uma semana depois de inaugurar o primeiro trecho da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, a Rumo Logística voltou aos holofotes por um motivo bem diferente: está oficialmente no radar do mercado.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o Grupo Ultra desistiu da disputa pela compra da companhia, mas outros oito interessados continuam na corrida pelo controle da maior operadora ferroviária privada da América Latina.
A notícia desperta atenção em Mato Grosso porque a Rumo não é apenas mais uma concessionária.
Ela conduz a obra considerada a maior ferrovia atualmente em construção no país, um projeto de R$ 15 bilhões, que promete ligar Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá) a Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte), passando por 16 municípios e com um ramal previsto para Cuiabá.
O primeiro trecho, entre Rondonópolis e Dom Aquino, acabou de ser entregue, após investimento de R$ 5 bilhões.
A eventual troca de comando, por si só, não altera contratos nem muda automaticamente o cronograma da obra. Ainda assim, a movimentação é acompanhada com lupa pelo setor produtivo e pelo Palácio Paiaguás.
Afinal, a ferrovia é tratada como peça-chave para reduzir o custo do frete, ampliar a competitividade do agronegócio e sustentar o crescimento da produção mato-grossense nas próximas décadas.
No mercado financeiro, a venda da Rumo é vista como parte da estratégia da Cosan - do empresário Rubens Ometto e controladora da Rumo - para reduzir seu elevado endividamento.
Para Mato Grosso, porém, a preocupação é outra: garantir que o projeto continue avançando no mesmo ritmo.
Em um Estado que, há décadas, sonha em substituir parte dos caminhões pelos trilhos, pouco importa quem será o dono da empresa.
O que interessa é que a locomotiva não perca velocidade, antes de chegar ao destino.

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