Lulinha foi assessor de fundo que tentou comprar banco master, ligado ao Comando Vermelho.
Segunda-feira, 28 de junho de 2026
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é próximo do empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, e atuou como consultor do grupo.
No dia 25 de março, Rubini e acionistas da Fictor foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de fraudes bancárias associadas ao Comando Vermelho.
A relação de Lulinha com a Fictor foi mais próxima em 2024, segundo relato de duas pessoas que trabalharam para empresas do grupo e falaram na condição de não terem o nome citado. Contam que, para não chamar a atenção, Lulinha até restringiu visitas aos escritórios. No entanto, ainda foi visto na empresa no ano passado (2025).
A assessoria de imprensa de Rubini disse que ele não vai comentar sobre esse assunto. A reportagem também fez contato com as assessorias da Fictor e da Presidência da República, que não retornaram até a publicação deste texto.
Lulinha e Fictor
Segundo esses executivos, Lulinha foi contratado para fazer a aproximação da Fictor com o governo. Eles também afirmam que foi a partir desse trabalho que Rubini foi indicado para integrar o chamado Conselhão, o Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), um órgão consultivo da presidência da República.
A relação com o filho do presidente Lula também abriu caminho para Rubini participar do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado. Por transitar no mercado financeiro, foi visto como uma pessoa importante para contribuir com temas dessa área.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha nas investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), confirmou à reportagem que o filho do presidente Lula conhece Rubini, mas negou que ele tenha tido relações de trabalho com a Fictor ou intercedido para que Rubini ocupasse cargos no setor público.
Lulinha levou dono da Fictor até o pai
Em abril de 2024, Lulinha viajou à China onde também foi o presidente Lula, junto com Luís Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio da empresa de investimentos Grupo Fictor.
Rubini ficou como sócio e no comando da Fictor Invest, braço de investimentos do conglomerado, até abril de 2025 e permaneceu como conselheiro até outubro.
Em novembro, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master, na véspera de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ser preso pela primeira vez.
Interessante que três meses depois, em 2 de fevereiro deste ano, o grupo que tentou comprar o Master entrou em recuperação judicial, declarando dívidas acima de R$ 4,2 bilhões.

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