GOVERNO LULA - Famílias brasileiras atingem o maior nível de endividamento da história
A combinação entre aumento de impostos, insegurança fiscal e juros elevados tem reduzido o poder de compra da população.
Domingo, 21 de junho de 2026
O endividamento das famílias brasileiras atingiu em maio o maior nível já registrado pela série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo os dados divulgados na última quarta-feira, 81,6% dos lares possuem algum tipo de dívida, percentual que supera os 78,2% observados no mesmo período do ano passado.
Em relação a abril, o indicador avançou 0,7 ponto percentual, reforçando a tendência de deterioração das finanças domésticas em meio ao aumento do custo de vida e às dificuldades enfrentadas por milhões de brasileiros para equilibrar o orçamento.
Além do recorde de endividamento, a inadimplência também apresentou crescimento e alcançou 29,9%, o maior patamar desde novembro.
O levantamento considera débitos como cartão de crédito, empréstimos bancários, financiamentos, carnês e cheque especial.
Para economistas ligados à oposição e representantes do setor produtivo, os números refletem um ambiente econômico marcado por forte pressão tributária, expansão dos gastos públicos e dificuldades para reduzir o custo do crédito.
Críticos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumentam que a combinação entre aumento de impostos, insegurança fiscal e juros elevados tem reduzido o poder de compra da população e ampliado a dependência das famílias do crédito para manter despesas básicas.
Embora o governo tenha lançado em maio uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas, os dados mostram que o endividamento continua avançando. A iniciativa já alcançou mais de 1,4 milhão de pessoas na modalidade destinada às famílias. NotíciasBrasil
Outro dado que chama atenção é que o crescimento das dívidas atingiu praticamente todas as faixas de renda analisadas pela CNC. A única exceção foi o grupo de famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos, que apresentou leve redução no indicador.
Especialistas ressaltam que o aumento simultâneo do endividamento e da inadimplência serve como sinal de alerta para a economia.
Com mais famílias comprometendo parte significativa da renda para quitar dívidas, há impacto direto no consumo, na capacidade de investimento e na qualidade de vida da população.
Os números divulgados pela CNC ampliam o debate sobre a condução da política econômica do país e os desafios para conter o avanço do endividamento em um cenário de crescimento das despesas familiares e crédito cada vez mais presente no orçamento dos brasileiros.

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