Ex-jogador Mancuso revela história de Romário no Flamengo: 'Dormia sempre fora e depois fazia três gols'
Argentino conta como foi 'dividir' suíte com Baixinho na concentração do rubro-negro
Sexta-feira, 05 de junho de 2026
Ex-jogador do Flamengo nos anos 1990, o argentino Mancuso relevou como era "dividir" o quarto com Romário nas concentrações antes dos jogos. O ex-volante revelou que logo antes de sua estreia pelo clube carioca, contra o Fluminense, em 1996, recebeu a notícia que iria ficar na mesma suíte que o Baixinho. No entanto ele contou que Romário nunca dormia no hotel: chegava, se arrumava e saía para a noite. Depois, voltava no dia seguinte e decidia as partidas para o rubro-negro.
— Romário tinha uma grande virtude. Não fumava, nem bebia álcool. Mas a noite era parte de sua vida. Na minha primeira concentração no Flamengo, me dizem que eu ia ficar lá em cima em uma suíte com o Romário. Eu digo: "Deixa o Romário sozinho..." Mas falaram: "Não, não, ele que pediu que ficasse lá em cima com ele", iniciou Mancuso em entrevista ao programa Cuerpo Técnico, da Fox Sports Argentina.
— Quando eu subo, vejo a suíte com uma cama king size, de 2 metros, e ao lado uma beliche de 1,5m. Entrei primeiro, Romário não havia chegado, pensei: "A king size é do homem, Romário. Não posso dormir aqui e ele na beliche". Sento na beliche e espero.
Depois Romário chega, toma banho, se arruma e diz: "Gringo, dorme aí porque eu não durmo aqui." Respondi: "Como não dorme aqui, amanhã temos que jogar?". E ele disse que voltava no dia seguinte e por isso que me pediu para dormir lá. Saía e chegava no outro dia, ao meio-dia.
Depois contei pros jogadores e falaram: "Sim, ele não dorme aqui". E perguntei: "Mas ninguém diz nada?" Mas vai dizer o que se ele faz três gols por jogo. Final da história: no outro dia, ganhamos do Fluminense por 2 a 0 com dois gols de Romário, completou.
Mancuso jogou pelo Flamengo entre 1996 e 1997 e entrou em campo em 67 jogos, marcou cinco gols e conquistou um título carioca.
Já Romário chegou ao clube como o melhor jogador do mundo, em 1995, após conquistar a Copa no ano anterior pela seleção brasileira, e fez 184 gols em 209 partidas. O Baixinho deixou o rubro-negro 1999 após curtas passagens também pelo Valencia, da Espanha, neste período.

Nenhum comentário