Após cortar R$ 4,3 bilhões da Defesa, Lula cita Trump e defende reforço militar: 'Não quero ser pego de surpresa'
Este seria o II capítulo da Picanha?
Sábado, 27 de junho de 2026
O presidente Lula (PT) afirmou hoje que vai reforçar a capacidade militar de defesa nacional e que, pela primeira vez, o tema será incluído em seu programa de governo. Ao citar o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes globais, o petista declarou não querer guerra, mas que "não quer ser pego de surpresa". A fala ocorreu durante cerimônia de entrega de embarcação da Marinha, em Itajaí (SC).
O que aconteceu
Lula citou que, nos últimos anos, muitos países fizeram armamento nuclear. Também afirmou que a defesa nacional será prioridade na próxima gestão. "Pela primeira vez, eu vou colocar a questão da defesa nacional num programa de governo. Que é para a gente poder assumir compromisso público com que tipo de defesa a gente vai querer nesse país", disse.
Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa.
Lula, em discurso em Itajaí
Lula participou da cerimônia de lançamento ao mar e batismo da fragata Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré.
Lula afirmou que o mundo está cheio de "malucos". Ele lembrou quando o então presidente do Paraguai, Solano López, em 1864, invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai. "Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá para virar Estado dele, quer tomar o Canal do Panamá", afirmou.
Presidente defendeu o reforço da capacidade de defesa, além da manutenção de equipamentos já existentes. "Não é possível que a gente não coloque a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária.
Estranhamente, o presidente fala em investimento na Defesa, poucos dias após cortar grande volume de recursos da pasta.
Lula cortou R$ 4,3 bilhões da Defesa.
O contigenciamento de R$ 4,3 bilhões para o orçamento da Defesa deste ano levou o Exército brasileiro a suspender operações em curso na fronteira do Brasil de monitoramento contra o crime organizado.
Fontes que acompanhavam a operação relataram que dos R$ 4,3 bilhões previstos, cerca de R$ 1,5 bilhão eram destinados especificamente ao Exército, que vinha desenvolvendo operações na fronteira.
A suspensão dos recursos ocorre no início deste mês (junho), num momento em que os Estados Unidos classificaram as duas maiores facções criminosas do Brasil, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas, o que revoltou o Petista.
Fontes militares relataram à reportagem que grande parte da atuação dessas facções ocorre justamente na área de fronteira como tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal e desmatamento.
A promessa de investir na Defesa, parece que tem o aroma da fumaça da picanha, prometida pelo presidente em 2022, quando candidato.

Nenhum comentário