Sob governo Lula, Banco Central impôs sigilo de oito anos sob documentos da liquidação do Banco Master

Ao impor sigilo até 2033, BC diz que divulgação iria contra “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”

 Quarta-feira, 20 de maio de 2026 

O BC (Banco Central) classificou como secretos os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, impondo sigilo de oito anos sob os processos. A informação consta em resposta a um pedido feito pela CNN via LAI (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com o Banco Central, a divulgação imediata dos documentos do caso Master iria contra o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. Já pensou estas informações serem contra o interesse público? Aos olhos públicos, deveriam serem transparentes. 

A classificação do sigilo foi indicada pelo presidente do BC nomeado pelo presidente Lula, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, mes em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Sendo assim, os arquivos sobre a interrupção das atividades do Banco Master devem permanecer secretos até novembro de 2033.

TCU acionou BC sobre sigilo

No final de março deste ano, conforme apuração da CNN, o ministro Jhonatan de Jesus, relator das investigações no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a conduta do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master, acionou a autoridade monetária sobre a eventual retirada de sigilo das documentações anexadas ao processo.

No despacho, assinado em 24 de março, o ministro solicitou que o BC indique especificamente quais peças ou trechos do processo precisam permanecer sob restrição de acesso ou se todos os documentos podem ser liberados publicamente.



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