Nove em cada dez brasileiros têm medo de sofrer algum crime ou violência

 Terça-feira, 12 de maio de 2026 

Nove a cada dez (96,2%) brasileiros com 16 anos ou mais têm medo de serem vítimas de ao menos um crime relacionado a golpes, fraudes, roubos ou furtos no país, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta segunda-feira (11).

Golpe pela internet ou celular, roubo à mão armada, morte durante um assalto e ter o celular furtado ou roubado lideram o ranking da lista dos maiores medos. Veja relação abaixo:

MEDO DO CRIME

Os tópicos foram apresentados em uma lista com 13 situações de crime e violência. Porém, em 11 delas, mais de 50% dos brasileiros afirmaram ter medo dos cenários.

Os cenários com menor percentual foram “ser vítima de agressão física pelo seu marido/companheiro”, com 42,2%, e andar pela sua vizinhança depois de anoitecer, com 47,6%.

Apesar das taxas, houve redução, comparado com a pesquisa de 2022, em situações como: medo de ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular, medo de ter o celular furtado ou roubado, medo de ser assassinado e medo de ser agredido fisicamente pela sua escolha política ou partidária.

Dados das Nações Unidas, divulgados pelo Fórum, apontam que cerca de 1/3 de todos os homicídios registrados no planeta são cometidos nas Américas, e a violência letal é altamente concentrada em alguns países, entre eles o Brasil.

A pesquisa

O estudo teve abrangência nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes, em todas as regiões do Brasil, em 137 municípios. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

A pesquisa, que abrange o contexto das eleições de 2026, ressalta que a redução da violência letal e proteção da vida deve voltar a ser o centro do debate público.

“Isso significa recolocar homicídios, feminicídios e mortes decorrentes de intervenções policiais como prioridade política, com foco territorial, metas claras e capacidade investigativa, especialmente nos contextos em que a ameaça à vida se tornou uma experiência cotidiana“, diz o texto.


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