Vorcaro cada vez mais perto de Lula - Governo contratou cruzeiros por empresa de sócio do dono do Master

 Quarta-feira, 22 de abril de 2026 

A coluna de Igor Gadelha no Metrópoles hoje revela: “Governo Lula alugou navios para COP 30 via empresa do sócio de Vorcaro”. Segundo documento da Casa Civil, ao qual a coluna teve acesso, o governo alugou navios para hospedar delegações na COP 30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”. 

A Qualitours foi contratada pela Secretaria Especial da COP 30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo.

Contratada pelo governo via Embratur, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio de Daniel Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP). A ligação da Qualitours com Vorcaro, porém, vai além. A empresa pertence à holding BeFly, criada em 2021 por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master.

As partes envolvidas atestam que não houve qualquer irregularidade na contratação, mas chama a atenção a “onipresença” de Vorcaro. O dono do Banco Master parece estar ligado a basicamente tudo! Desde aluguel de jatinhos por várias autoridades e empresários até hotéis e embarcações, além de crédito consignado até com o Exército. Cabe perguntar: o que não tem o dedo de Vorcaro ou seu banco?

Pela importância que ele adquiriu em Brasília, como uma espécie de lavanderia geral do sistema, Vorcaro tem mais é que entregar todo mundo envolvido em esquemas do Master. E é bom ele fazer isso o quanto antes...

As cifras envolvidas são sempre milionárias. É como se alguém que quase ninguém tinha ouvido falar até “ontem” se tornasse uma das figuras mais importantes em Brasília da noite para o dia. O Banco Master idem: comprou o Máxima, banco pequeno e desconhecido, e em pouco tempo já era um dos mais presentes e ativos em operações envolvendo a turma de Brasília.

Esse contrato para alugar os cruzeiros na COP 30, por exemplo, custou R$ 350 milhões aos cofres públicos! No documento, o governo diz que o aluguel de navios foi necessário em razão do déficit de hospedagem em Belém e da necessidade de cumprir o acordo para que o Brasil fosse o país-sede da conferência da Onu. 

Conveniente, não? Será que foi por isso que Belém foi escolhida? Justamente para justificar gastos exorbitantes?

Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro classificou o gasto como “surreal” e questionou o legado do evento para a população do Pará. “Com R$ 350 milhões dava para construir 40 UPAs para atender até 450 pessoas por dia. Mas não foram construídas. Lula torrou alugando cruzeiros”, disse o senador nas redes sociais.


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