STF EM CAMPANHA - Alexandre de Moraes manda abrir inquérito contra Flávio por suposta calúnia contra o presidente
Estranhamente, a decisão do ministro envolvido nos mais altos escândalos do momento, ocorre quando o nome de Flávio surge a frente nas pesquisas.
Quarta-feira, 15 de abril de 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito policial para apurar suspeita de calúnia do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, contra o presidente Lula. A decisão ocorreu na última segunda-feira após um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em representação enviada ao STF, a PF apontou que Flávio usou sua conta na rede social X em janeiro deste ano para associar imagens do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Lula, uma ligação que não precisava do Flávio expor, visto que o mundo inteiro conhece.
No texto destacado por Moraes, diz: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
Conforme o ministro, a PF sustentou que após Flávio afirmar que Lula seria delatado, ele ainda mencionou "a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições".
"Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputa fatos criminosos ao Presidente da República", pontuou Moraes.
O ministro determinou ainda o envio dos autos à PF, para que sejam adotadas as "providências cabíveis" em um prazo de 60 dias, ou seja, próximo ao embate eleitoral.
Estranhamente, o inquérito acontece quando o pré-candidato Flávio ultrapassa Lula nas pesquisas, e o nome do Ministro está envolvido nos mais altos escândalos do momento, como por exemplo, o favorecimento milionário no esquema de corrupção Master, entre outros envolvimentos diretos com o empresário Vorcaro, preso pela PF. Outra coincidência, é o fato do PT ter criado um comitê de campanha para tentar alavancar o presidente e atacar o filho de Bolsonaro, um dia antes da decisão de Moraes.

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