Preço médio do diesel em MT é o 4º maior do Brasil em março

O diesel S-10 subiu 14,0% e o diesel comum, 12,9%, refletindo o reajuste de R$ 0,38 por litro.


 Sexta-feira, 03 de abril de 2026 

Os preços dos combustíveis encerraram março em forte alta no Brasil, com o diesel no epicentro das pressões e atingindo os maiores níveis médios nacionais desde agosto de 2022.

O diesel S-10 subiu 14,0% e o diesel comum, 12,9%, refletindo o reajuste de R$ 0,38 por litro, promovido pela Petrobras, em meados de março, e o repasse ao consumidor final.

As gasolinas tiveram alta mais moderada — 3,5% na comum e 3,1% na aditivada —, enquanto etanol (+0,8%) e GNV (+1,2%) registraram variações mais contidas.

Nesse contexto de altas, Mato Grosso apresenta o 4º maior valor registrado no período, no Brasil, ao precificar o litro na bomba com média de R$ R$ 7,421.

Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e apontam que o diesel S-10 chegou a R$ 7,065 por litro e o diesel comum a R$ 6,923.

A gasolina comum foi a R$ 6,609 e a aditivada a R$ 6,734. O etanol hidratado fechou a R$ 4,743 e o GNV a R$ 4,527.

O avanço foi disseminado, mas liderado pelos derivados de petróleo mais expostos ao mercado internacional.

No acumulado do trimestre, cinco combustíveis acumulam alta, com destaque novamente para o diesel S-10 (+14,3%) e o diesel comum (+13,1%).

Em 12 meses, o quadro permanece pressionado, com aumentos generalizados e apenas o GNV em queda (-5,7%).

O pano de fundo é a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o risco de interrupções no Estreito de Ormuz e levou o Brent para acima de US$ 100 ao longo de março. No Brasil, o impacto foi amplificado pelo reajuste nas refinarias e pelos custos de importação.

Medidas do governo como a zeragem de PIS/Cofins e a subvenção ao diesel, que ajudaram a amortecer, mas não impediram o avanço nas bombas.

A ampliação da oferta pela Petrobras no fim do mês buscou evitar desabastecimento.

No etanol, a entressafra da cana limitou a oferta e sustentou os preços, ainda que com menor intensidade. Já o GNV seguiu como exceção relativa, com leve alta mensal, mas queda no acumulado.

Top 5 – Gasolina comum mais cara por estado (março/2026):

Acre — R$ 7,550

Roraima — R$ 7,438

Amazonas — R$ 7,256

Rondônia — R$ 7,195

Bahia — R$ 7,086

Top 5 – Etanol hidratado mais caro por estado (março/2026):

Rio Grande do Norte — R$ 5,798

Rondônia — R$ 5,567

Amazonas — R$ 5,547

Roraima — R$ 5,537

Pernambuco — R$ 5,513

Top 5 – Diesel S-10 mais caro por estado (março/2026):

Acre — R$ 7,980

Tocantins — R$ 7,537

Roraima — R$ 7,428

Mato Grosso — R$ 7,421

Goiás — R$ 7,376

O recorte regional evidencia a concentração das maiores pressões no Norte e no Centro-Oeste, onde fatores logísticos e a maior dependência de abastecimento elevam os preços finais ao consumidor.


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