Mato Grosso aposta em florestas plantadas para garantir biomassa ao etanol
Estado quer reduzir uso de madeira nativa e ampliar produção sustentável para abastecer usinas.
Quinta-feira, 23 de abril de 2026
Mato Grosso está apostando na expansão de florestas plantadas como alternativa para garantir o fornecimento de biomassa ao setor de etanol, especialmente diante do crescimento acelerado da produção de etanol de milho no estado.
A estratégia surge após o próprio governo reconhecer que o uso de madeira proveniente da supressão vegetal não será suficiente para abastecer as usinas no longo prazo.
Para enfrentar esse cenário, o Estado lançou um plano de desenvolvimento florestal que prevê a ampliação significativa das áreas de plantio voltadas à produção de biomassa. A meta é expandir a área de florestas plantadas de cerca de 200 mil hectares para até 700 mil hectares até 2040.
A biomassa florestal é considerada essencial para manter o funcionamento das caldeiras das usinas de etanol, além de ser uma alternativa mais sustentável em comparação ao uso de madeira nativa.
O avanço da produção de etanol de milho em Mato Grosso tem aumentado a demanda por energia e matéria-prima, colocando pressão sobre o modelo atual de abastecimento. Hoje, o estado já é um dos principais polos desse tipo de combustível no país, com novas usinas previstas para os próximos anos.
Diante disso, o governo defende uma transição gradual para um modelo mais sustentável, reduzindo a dependência da vegetação nativa e incentivando o plantio comercial de espécies voltadas à produção de energia.
Além de atender à demanda industrial, a iniciativa também busca impulsionar a economia e diversificar a produção no campo, criando novas oportunidades de renda para produtores rurais.
Especialistas apontam que Mato Grosso tem potencial para expandir significativamente esse tipo de cultivo, principalmente em áreas já degradadas, o que reforça o papel estratégico das florestas plantadas no futuro do agronegócio e da bioenergia no estado.

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