Greve de técnicos da UFMT afeta biblioteca, hospitais e setores administrativos

Paralisação por tempo indeterminado atinge serviços essenciais e cobra cumprimento de acordo firmado após greve de 2024. 

 Terça-feira, 14 de abril de 2026 

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) iniciaram, nesta segunda-feira (13.04), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação, em adesão ao movimento nacional da Fasubra, já afeta serviços como biblioteca, hospitais universitários e setores administrativos das instituições. 

Entre os impactos imediatos está o fechamento da biblioteca da UFMT. O Hospital Universitário Júlio Müller e o Hospital Veterinário seguem em funcionamento parcial, com manutenção de 30% dos atendimentos, conforme a definição de serviços essenciais.

A greve também atinge áreas administrativas consideradas estratégicas para o funcionamento das universidades, como secretarias acadêmicas, emissão de diplomas e certificados, tramitação de processos, apoio a laboratórios e preparação de aulas.

A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (SINTUF-MT). A votação ocorreu de forma presencial em Cuiabá e nas seções sindicais de Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis.

Segundo a ata da assembleia, participaram 292 pessoas em Cuiabá, incluindo servidores de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller, além de 29 no Araguaia, 37 em Sinop e 35 em Rondonópolis. A maioria aprovou a deflagração da greve.

De acordo com a coordenadora regional do sindicato, Marillin de Castro Cunha Tedesco, o principal ponto da mobilização é o cumprimento integral do acordo firmado ao fim da greve de 2024.

“O eixo central da greve é o cumprimento integral do termo de acordo de 2024, onde vários pontos foram deixados para trás e não foram cumpridos”, afirmou.

Segundo o sindicato, o restaurante universitário não deve ser afetado por ser terceirizado.

O comando local de greve já foi instalado e ficará responsável por definir os setores que seguirão funcionando com 30% da capacidade, além de analisar demandas excepcionais consideradas indispensáveis.

Cinco representantes da base de Mato Grosso foram eleitos para compor o comando nacional de greve, em Brasília, onde participarão das negociações com o governo federal.

Não há previsão para o fim da paralisação. A continuidade do movimento será avaliada em assembleias periódicas da categoria.




 Com: PNB Online 

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