"BLINDAGEM" - PGR do Lula pede ao STF suspensão da delação de Camisotti sobre fraudes no INSS
Segunda-feira, 20 de abril de 2026
A Procuradoria-Geral da República (PGR) resiste em dar aval para o acordo de delação firmado entre o empresário Maurício Camisotti, preso na operação das fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e a Polícia Federal.
Como principal argumento, os procuradores alegam que a colaboração deveria ter sido iniciada e acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF), já que cabe ao órgão apresentar denúncias sobre o caso e avaliar se pede a concessão de perdão judicial do colaborador. Nesta visão, a PF deveria recomeçar do zero uma nova delação, desta vez, com a participação da Procuradoria desde o início das negociações.
Hindemburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho foi nomeado como vice-procurador-geral da República em dezembro de 2023, pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, sendo este nomeado por Lula.
Hindemburgo Chateaubriand, chegou a apresentar uma petição ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 13 de março, requisitando a suspensão do acordo. O ministro, que é o relator do caso, é responsável por avaliar se aceita a delação. Chateaubriand criticou a forma como foi feita a colaboração e citou a lei que diz que ela deve ser realizada entre o delegado, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público.
O ministro não chegou a deliberar sobre o caso. Depois de o acordo ter sido fechado com a PF, há pouco mais de uma semana, Mendonça pediu uma nova manifestação da Procuradoria, que ainda não respondeu. A insatisfação da PGR chegou até a defesa de Camisotti, que age para conseguir a sua transferência da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para uma prisão domiciliar. A situação teria sido relatada aos advogados como um dos entraves para aceitar o pedido.

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