Alcolumbre e Messias têm encontro secreto e quebram gelo na indicação para o STF

Estranhamente os Ministros Zanin e Alexandre de Moraes estavam presentes na conversa. Agora, Ministros também já decidem quem vai pra Corte.

 Terça-feira, 28 de abril de 2026 

A Coluna da Jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo informou hoje (28) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na semana passada com o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado por Lula em novembro para o STF (Supremo Tribunal Federal).

O encontro, secreto, foi mediado por amigos comuns e ocorreu em Brasília. A reunião, segundo apurou a coluna, aconteceu no final da tarde da quinta-feira (23/4), na casa do ministro do STF Cristiano Zanin no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Zanin é um dos integrantes da Corte mais próximos de Messias.

Além dos dois, estavam presentes os ministros do STF Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

A reunião é um marco na tentativa de Messias de ser aprovado pelo Senado para o cargo. Até então, Alcolumbre vinha se recusando inclusive a recebê-lo para conversar.

O presidente do Senado resistiu à indicação de Lula porque ficou contrariado com a forma como o presidente conduziu o assunto.

Alcolumbre tinha um candidato, o senador Rodrigo Pacheco, para o cargo. O nome contava com o endosso também de outros senadores e de ministros do STF.

Lula chegou a conversar com o presidente do Senado e com magistrados sobre a possibilidade de indicar Pacheco, mas acabou escolhendo Messias. E tornou o fato público sem qualquer aviso a Alcolumbre, que se sentiu atropelado.

Na conversa com Messias, o presidente do Senado não se comprometeu a fazer campanha para ele nem a liberar os votos de parlamentares aliados a seu favor.

Disse, no entanto, que garantiria ao advogado-geral da União um ambiente tranquilo para a sabatina, marcada para a quarta (29), e a posterior votação de seu nome pelo plenário do Senado.

Messias, por sua vez, definiu a situação com Alcolumbre como "desencontros", e sinalizou entender as razões do descontentamento do senador.

Como mostrou a coluna, o presidente do Senado manteve até agora a queda de braço com Lula e não liberou seu grupo mais próximo de parlamentares a declararem voto em Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Será que as informações foram repassadas a Jornalista assim como realmente aconteceu? Seria possível reunir todos numa só sala, sem que houvesse interesse em solucionar a questão? Fica a pergunta que será respondida após a votação da Sabatina do famoso "Bessias", carregador de ofício do presidente. 


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