Prefeitura de Cuiabá e Iphan adiam desmonte de Casarão no Centro Histórico da Capital
Ação controlada em antiga Casa Pêpe deveria ocorrer na terça-feira anterior (10), mas diante riscos, foi adiada
Terça-feira, 17 de março de 2026
Anunciado inicialmente para a tarde da última terça-feira (10), o desmonte controlado da antiga Casa Pêp, localizada no Centro de Histórico de Cuiabá, foi adiado e não tem data para ocorrer, apesar de o imóvel apresentar sérios riscos de desabamento.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura Municipal ainda definem uma maneira segura e adequada para realizar a intervenção sem afetar o restante da edificação.
A remoção parcial do casarão, como gradis, balaústres e janelas, foi anunciada no começo da semana pelo Iphan e pela Prefeitura, visando o reaproveitamento dos materiais, em caso de uma possível reconstrução.
Porém, após análise mais detalhada, verificou-se que há risco elevado em realizar as intervenções manuais no local no momento.
Segundo a Prefeitura, a prioridade agora é definir um mecanismo seguro e tecnicamente adequado para derrubar a fachada comprometida, atualmente escorada por estacas, sem afetar o restante da edificação.
No entanto, na quarta-feira (11), o juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente, determinou realização das intervenções emergenciais em até 24 horas.
A decisão atende uma ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT).
Diante da complexidade do caso, na quinta-feira (12), a Procuradoria-Geral do Município (PGM) solicitou à Vara Especializada de Meio Ambiente a dilação do prazo estabelecido pelo juízo.
E informou que busca os meios necessários para atender às exigências quanto à demolição parcial do casarão histórico, que fica aos fundos do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc), na Rua 7 de Setembro.
À Justiça, a Prefeitura garantiu adotar as medidas emergenciais no que se refere às ações de segurança e que estuda a forma mais adequada para o desmonte das paredes remanescentes, que, conforme orientação do Iphan, deverá ocorrer de maneira parcial, mesmo com a estrutura já comprometida pela degradação do tempo.
Conforme informações da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, o imóvel apresenta interligações entre as paredes, o que exige cautela na retirada de partes comprometidas, uma vez que uma remoção feita de forma inadequada pode provocar o desabamento de toda a fachada.
A ação será realizada de forma conjunta pela Defesa Civil, pelo Iphan e pela Secretaria Municipal de Obras Públicas, com acompanhamento das Secretarias Municipais de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e de Mobilidade Urbana e Segurança Pública.

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