URGENTE - CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e deputado do PT parte para agressão física
Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
O pau quebrou...
A CPMI do INSS aprovou um pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeita de envolvimento no escândalo do INSS. Após a aprovação, houve uma confusão com agressões físicas entre deputados.
O que aconteceu
Após a aprovação dos requerimentos, deputados da base começaram uma confusão. O deputado Rogério Correia (PT-MG) partiu para cima do relator Alfredo Gaspar (União-AL). Depois, Correia empurrou Luiz Lima (Novo-RJ), que revidou com socos. A sessão chegou a ser interrompida. A transmissão da TV Senado foi suspensa.
O pedido foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, com base em representação da Polícia Federal. O objetivo é apurar se Lulinha teria sido destinatário indireto de repasses investigados no esquema de fraudes no INSS
A votação foi simbólica, e a base governista não conseguiu superar os votos da oposição — dos 31 presentes, sete votaram contra.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse, contudo, que houve fraude na votação.
É uma cena extremamente constrangedora: copos sendo quebrados, troca de socos, troca de agressões. O pior só não aconteceu porque sempre tem aquela turma do "deixa disso". A Polícia Legislativa interveio imediatamente, mas até o momento não conseguimos avançar nos trabalhos. (Duarte Jr., deputado federal PSB-MA)
As decisões de quebra de sigilo aprovadas por uma CPMI têm caráter obrigatório. Pela Constituição, as CPMIs têm poder de investigação, o que inclui determinar a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados, sem necessidade de autorização judicial prévia. Assim, órgãos devem cumprir as ordens aprovadas pela comissão
Segundo a PF, há três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que ele seria "sócio" do lobista em projeto ligado à cannabis medicinal e teria recebido R$ 25 milhões para um negócio de "kits de dengue", além de uma suposta "mesada" de R$ 300 mil
Outro ponto citado é a emissão de passagens aéreas sob o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger. Segundo a PF, isso indicaria aquisição conjunta e reforçaria o vínculo entre ambos. Os investigadores não informam quem pagou pelos bilhetes.
Roberta Luchsinger foi alvo da operação "Sem Desconto". Segundo a PF, ela integraria o núcleo político do grupo liderado pelo Careca do INSS e teria atuado na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais usadas, em tese, para ocultação de patrimônio
Também há mensagens interceptadas em que o Careca do INSS orienta um funcionário a pagar R$ 300 mil para "o filho do rapaz". Para o relator, a PF interpreta a expressão como "referência direta" a Lulinha. O requerimento sustenta a hipótese de que ele possa ter atuado como "sócio oculto" do lobista.
Gaspar afirma ainda que há indícios de que Roberta Luchsinger teria atuado como intermediária financeira em repasses investigados. No requerimento, o parlamentar cita conversas nas quais ela diz "some com esses telefones" após fases da operação, o que, segundo ele, poderia indicar tentativa de obstrução
Em entrevista ao UOL, Lula afirmou que o filho "vai pagar o preço se estiver envolvido". Segundo o presidente, ele chamou Lulinha para conversar quando surgiram as primeiras notícias e disse que, se houver irregularidade, ele deverá responder por isso. Porém, em várias propostas de convocação de Lulinha, o PT tem se movimentado com unhas e dentes para impedir.

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