Preço dos alimentos volta a ter alta e cesta básica chega a R$ 798 em Cuiabá

A proximidade do valor atual com a faixa de R$ 800 reforça que o orçamento das famílias continua pressionado. 


  Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026  

A cesta básica cuiabana voltou a apresentar variação de alta na Capital de MT. A elevação de 1,57%, na segunda semana de fevereiro, fez com que a lista de produtos atingisse o custo médio de R$ 798,33.

O valor registrado atualmente, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), ficou 0,05% acima do verificado no mesmo período do ano passado.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a manutenção do preço da cesta básica próximo ao valor registrado no mesmo período de 2025.

“A proximidade do valor atual da cesta com a faixa de R$ 800 reforça que o orçamento das famílias continua pressionado, especialmente no início do ano, período marcado por despesas fixas mais elevadas”, disse.

Conforme o Boletim Semanal da Cesta Básica, apesar da estabilidade ou até da queda no preço de alguns produtos, outros itens possuem maior peso na composição e apresentaram forte variação semanal, o que foi suficiente para provocar aumento no custo médio total do conjunto.

É o caso da batata, que, pela segunda semana consecutiva, apresentou aumento de 9,41%, alcançando a média de R$ 4,52/kg.

A necessidade de recorrer a outras lavouras, que oferecem tubérculos de melhor qualidade, contribuiu para a elevação dos preços.

O tomate também tem sido impactado com o aumento de 6,34% observado na semana, levando o produto a atingir o preço médio de R$ 7,60/kg.

Outro item em alta foi a carne bovina que desde o início do governo Lula já está com o preço alto, com preço médio de R$ 44,17/kg, representando aumento de 2,05% em relação à semana anterior.

A menor disponibilidade de bovinos para abate, somada ao avanço das exportações, pode ter colaborado para a alta registrada.

Com a variação positiva dos produtos de maior peso na cesta, Wenceslau Júnior esclareceu que o avanço nos preços reflete como choques de oferta, tanto climáticos quanto estruturais, resultam em pressão adicional sobre o custo da cesta básica.



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